Durante a tarde desta sexta-feira (11), a Polícia Civil realizou a reconstituição do atropelamento que vitimou o ciclista Alisson Cristian Valter Bueno, de 16 anos, na alça de acesso da Avenida Ceará com Afonso Pena, no dia 15 de março. O condutor do veículo que atingiu o ciclista, Ciliomar Marques Filho, 27 anos, esteve no local orientando os peritos reproduzindo a rota que realizou.
O veículo envolvido no acidente, um Peugeot 307, placas NRJ 0998, foi usado no trabalho e, também, uma bicicleta semelhante a que Alisson conduzia.

O advogado, Ciliomar Marques Filho, condutor do veículo que atropelou Alissou, esteve no local
Quatro testemunhas participaram dos trabalhos, inclusive o casal Thiago Dias e Priscila Pires, que seguiram Ciliomar após ele fugir do acidente.
“Depois do acidente nós fomos atrás dele. Quando paramos para conversar, ele disse que era advogado e que se voltasse sabia que ia ser preso em flagrante”, explica Thiago.
“Foi uma manobra suicida, creio que ele achou que ia dar tempo, mas o menino errou infelizmente”, disse Janete Leite, 45 anos, também testemunha do acidente.
O delegado Dmitri Palermo, da 3º Delegacia de Polícia Civil, responsável pelo caso, disse que os resultados da perícia, junto com os relatos das testemunhas, serão anexados com os laudos já existentes para a conclusão do inquérito.

A bicicleta de Alisson ficou ficou destruída
“Uma falta de atenção do ciclista é uma das versões prováveis. O advogado já responderá por evasão de acidente de trânsito e talvez por omissão de socorro", afirmou o delegado.
Já sobre a dinâmica do acidente, o perito Amilcar Serra disse que os relatos estão se coincidindo. “Eles colidiram, o ciclista foi carregado e depois deslizou sobre o veículo, batendo com o pé no chão", relata Amilcar.
O caso
Na noite de sábado, dia 15 de março, Ciliomar foi fazer um retorno na alça de acesso entre as Avenidas Ceará e Afonso Pena, quando foi atingido pelo condutor do Peugeot. O ciclista teve traumatismo craniano e morreu no local.







