A funcionária de um salão de beleza levou um susto ao encontrar um gambá no meio do lixo durante a manhã de segunda-feira (28). O estabelecimento está localizado na área central de Campo Grande.
Conforme as informações da PMA (Polícia Militar Ambienta), a mulher se assustou e começou a gritar, enquanto passava mal. Ao ser socorrida por pessoas que passavam pelo local, contou que o animal estava dentro da lata de lixo.
Apesar de não ter ferimentos pelo corpo, o gambá não conseguia sair do local por conta própria. Sem saber o que fazer, as pessoas ligaram para o Corpo de Bombeiros e depois PMA.
Apesar da cena inusitada, ela é mais comum do que se imagina. Muitos animais silvestres convivem diariamente com as pessoas na área urbana. Há muitas dúvidas sobre o que fazer quando encontra um pelas ruas, nas repartições comerciais ou até dentro das residências.
A PMA orienta a população a entrar em contato com a instituição, porque nem sempre o procedimento adequado será a captura. Muitas vezes a melhor opção é deixar que o animal siga seu caminho, sem qualquer interferência na sua rotina. Eles saem atrás de alimento e em alguns casos levam também para seus filhotes, em ninhos que podem estar por perto.
O envio de equipe (PMA) para captura ocorre na maioria dos casos quando o animal estiver machucado, precisando de tratamento. Ou se oferece riscos às pessoas ou até a ele próprio, por esta preso em algum local, gerando pânico nas pessoas. No caso do gambá em um salão de beleza na área central de Campo Grande, os policiais optaram pelo recolhimento, já que não conseguia sair do espaço por conta própria e o local estava cheio, podendo haver uma locomoção inadequada.
“Nós vamos fazer a reintrodução ao seu habitat. Eles (gambás) tem hábitos noturnos, saem atrás de comida a noite. Não são agressivos, mas se alguém quiser pegar ele, pode morder por um instinto de defesa”, disse sargento da PMA Wagner da Silva Azevedo.
Se estiver ferido, a PMA encaminha o animal até o CRAS (Centro de Reabilitação de Animais Silvestres) para o devido tratamento. Muitas vezes a captura não é a melhor alternativa, até porque o procedimento pode machucar e ferir o animal, sendo melhor deixar ele seguir pela cidade.







