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Camara Maio

Magali contratou nora e ex-esposa do filho, mas nenhuma comparecia ao gabinete

Aline já foi casada com o filho da parlamentar e Kamila seria a atual esposa de Picarelli Junior, segundo o Gaeco

16 DEZ 2016
Dany Nascimento
14h45min
Foto: Geovanni Gomes

As duas funcionárias cedidas pela Seleta para o prestar serviço no gabinete da vereadora Magali Picarelli (PSDB), Kamila de Souza Matos e Aline Palma Padilha, fazem parte da família da parlamentar. Aline já foi casada com o filho de Magalli, Picarelli Junior e Kamila seria a atual esposa do rapaz.

O advogado da vereadora, Carlos Marques, havia dito que apenas Aline seria ex-nora de Magali, mas conforme a decisão do juiz David de Oliveira Gomes Filho, agentes do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) constataram que Kamila seria casada com o filho de Magali, deixando evidências do interesse da parlamentar em solicitar a prestação de serviço  da atual nora no gabinete.

Conforme as investigações da operação Urutau, tanto Aline como Kamila recebiam dos cofres da prefeitura de Campo Grande, através de contratos com a Seleta, mas não exerciam o trabalho no gabinete e sim atividades particulares. As funcionárias foram procuradas na Câmara Municipal, mas nunca foram encontradas exercendo as respectivas funções.  

Funcionários foram questionados sobre o serviço prestado por Aline e Kamila, mas alegaram que não tem conhecimento sobre a função de ambas no gabinete. "Os levantamentos indicam que Kamila de Souza e Aline Padilha sequer trabalhavam no gabinete da vereadora Magali Picarelli. Com efeito, Kamila e Aline não foram encontradas na Sede da Câmara de Vereadores ou em escritório político e, nem mesmo são conhecidas pelos funcionários e pela chefe do gabinete".

Na última terça-feira (13), a vereadora prestou depoimento na sede do Gaeco para esclarecer os fatos e alegou que possui em mãos documentos que comprovam a prestação de serviço de Aline e Kamila em seu gabinete. A defesa de Magali chegou a confirmar que a vereadora teria atendido um pedido das funcionárias, ao protocolar um ofício solicitando a transferências delas, que atuavam na SAS (Secretaria de Assistência Social) para o gabinete de Picarelli. 

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