O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) deflagrou na manhã desta terça-feira (3), em Campo Grande, a “Operação Progresso”, realizada em parceria com a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), através da Polícia Militar, por meio do Batalhão de Operações Especiais (BOPE) e do Batalhão de Policiamento de Choque (BPChoque), e da Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário (Agepen).
A ação resultado de quatro meses de investigações, culminou hoje (2) no cumprimento de mais de dez mandados de busca e apreensão, sendo quatro deles em residências espalhadas pela cidade e outros seis no Instituto Penal de Campo Grande, Presídio Semiaberto da Gameleira, Presídio Estadual de Dourados e também nas unidades prisionais de Corumbá. Além disso, no decorrer das investigações foram lavrados quatro Autos de Prisão em Flagrante (APF), nos quais seis pessoas foram autuadas e presas.
Foram cumpridos nos presídios seis mandados de prisão contra indivíduos que quando soltos tiveram envolvimento com o narcotráfico, que tiveram ainda as celas onde cumprem penas revistadas, sendo nestes locais apreendidas diversas anotações que comprovam a ligação com grupos criminosos.
Já nas residências foram apreendidos mais de R$ 11 mil em espécie, vários aparelhos de telefones celulares, um veículo importado de luxo e uma motocicleta, além de mais anotações que terão as informações cruzadas com aquelas encontradas nos presídios.
Ao todo foram expedidos à pedido do Gaeco, dez mandados de prisões preventivas, seis contra internos dos presídios e outros quatro contra pessoas em liberdade, sendo que destas, apenas uma foi presa. De acordo como promotor Marcos Alex Vera Oliveira, coordenador do Gaeco, dois acusados já estavam foragidos e um terceiro continua sendo procurado pela polícia.
A ação batizada de “Operação Progresso” tem como objetivo a desarticulação de indivíduos e associações criminosas ligadas como tráfico de drogas. “Progresso é o indivíduo dentro de grupos criminosos que tem o papel de levantar recursos, como a ideia é justamente tirar essas pessoas de circulação, optamos por essa denominação”, finaliza Marcos Alex.







