O gerente de um bar localizado na Rua Dom Aquino, área central de Campo Grande foi flagrado utilizando o estabelecimento como “fachada”, já que os policiais da Delegacia Especializada de Repressão ao Narcotráfico (Denar) descobriram que lá se tratava de uma “boca de fumo”, estabelecimento de venda de drogas. Ermínio Mendonça seria o gerente e as garotas de programa suas funcionárias, trabalhando na venda das drogas.
Após um mês de investigação, na tarde de ontem (16), os policiais encontraram próximo da antiga rodoviária, três usuários que acabaram confessando onde conseguiram a droga. Após o trabalho policial, foi possível efetuar a prisão do gerente do tráfico, Ermínio Mendonça de 47 anos, conhecido como Pablo; além de duas garotas de programa de 19 e 24 anos.
No bar também foram apreendidos R$ 1577 em dinheiro, R$ 1251 em moedas, 100 gramas de pasta base que equivalem a 300 papelotes, com uma estimativa de R$ 1500,00; detector de metal; balança de precisão e pinos (tubos plásticos para armazenar a droga).
Garotas de programa
A mais velha veio de Primavera do Leste/MT e já possui passagem por receptação, porque adquiriu no mês de julho, um veículo Fiat Uno no valor de R$ 4800. Seu marido ainda cumpre pena, mas ela conseguiu a “liberdade”. “Sou apenas usuária e garota de programa. Não tenho envolvimento com tráfico de drogas, só estava no bar porque o ponto é bom”, contou.
Já a jovem de 19 anos disse que veio de Rochedo/MS apenas para visitar a amiga. Elas revelaram que faturam cerca de R$ 200 por cada cliente e que estavam no bar apenas a trabalho. Os presos negam a participação no tráfico. "Sou apenas funcionário do bar, nem tenho envolvimento com drogas", se defendeu Ermínio.
Apesar de se passarem por "inocentes", o delegado responsável pelas investigações, João Paulo Sartori, contou que há provas fotográficas, o flagrante e os testemunhos dos usuários comprovam o envolvimento deles no crime.

“Os usuários foram ouvidos como testemunhas, compromissados e liberados. Já os três serão autuados por tráfico de drogas e associação ao tráfico. As penas variam respectivamente, de 3 a 5 anos e de 5 a 10 anos”, contou o delegado, informando que, em breve, eles serão encaminhados ao presídio.
* Matéria atualizada às 9h41 de 6/1 para anonimização dos dados







