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GARRAS esclarece furto das 90 cabeças de gado do último mês

Investigação

11 FEV 2014
Schimene Weber
08h47min
Foto: Reprodução/Polícia Civil

O Grupo Armado de Repressão a Roubos e Assaltos (GARRAS) esclareceu, na última segunda-feira (10), o furto de 90 cabeças de gado de dentro da Fazenda Novo Imbirussu, entre Campo Grande e Sidrolândia, no último dia 21 de janeiro.

Após a realização de diligências, os policiais civis fizeram levantamentos da marca padrão do gado e da maneira de agir dos acusados do crime, constatando que os animais foram marcados a ferro e fogo com o número 33.

Ainda durante as investigações, foi descoberto que uma das pessoas que negociou o rebanho foi Jânio Malaquias, de 35 anos, corretor de gado. Em depoimento, ele informou que os animais foram comprados por um segundo envolvido, Paulo Arantes Júnior, 59 anos, proprietário da Fazenda Retiro do Gavião, localizada no município de Camapuã.

Os policiais foram até a propriedade do comprador, que informou que o gado pertencia a Orisvaldo Marinho da Silva, 46 anos, conhecido por "Maninho Canhoto", que confessou o crime.

Prestação de contas - O delegado responsável pela investigação, Dr. Alberto Rossi, explicou que Orisvaldo praticou o crime com a ajuda de Rafael Costa dos Santos, de 22 anos, filho do capataz da fazenda Novo Imbirussu. "Após o furto, o Orisvaldo vendeu as reses, como sendo suas, para o senhor Paulo Arantes Junior, através do corretor Jânio Malaquias, sendo que o gado foi transportado pela empresa NC Transportes", explicou.

Para praticar o crime, "Maninho Canhoto" se aproveitou de suas habilidades com a lida de gado, já que é laçador profissional e disputa provas de laço comprido na Federação de Laço Comprido e no Circuito de Laço Comprido- CLC. Segundo o delegado, ele também utilizou o conhecimento de Rafael que, como o pai, foi funcionário da fazenda Novo Imbirussu.

Das 90 gados furtados, 16 foram recuperados na Fazenda Retiro do Gavião. As três pessoas apontadas como autoras do furto estão sendo indiciadas por furto qualificado, falsidade ideológica e furto qualificado pelo concurso de pessoas. A Polícia Civil apura se o bando praticou outros furtos de gado e investiga cúmplices que possam estar envolvidos nos crimes.

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