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Polícia

Garras se mobiliza para solucionar roubo a Banco do Brasil

17 maio 2016 - 13h29Por Izabela Sanchez e Mariana Anunciação

Após dois homens conseguirem assaltar a maior agência do Banco do Brasil de Mato Grosso do Sul, que fica em Campo Grande na Avenida Afonso Pena, o Garras (Grupo Armado de Repressão a Roubo a Banco e Resgate a Assaltos e Sequestros), da Polícia Civil, se mobiliza para tentar solucionar o caso.

O delegado titular do Garras, Edilson dos Santos, já confirmou a versão levantada durante a manhã. De acordo com ele, foram dois homens vestidos com roupas formais, utilizando crachás – provavelmente falsos – e que teriam se passado por funcionários. “O cofre fica no térreo, é necessário subir para ter acesso. Foram rendidos três funcionários do banco e um vigilante. Após a ação eles foram fechados em uma dispensa”, explicou.

De acordo com o delegado, a ação teria levado entre dez e quinze minutos, e os assaltantes teriam saído pela porta da frente. Edilson também confirmou que foram levados quatro malotes, mas ainda não se sabe qual o valor da quantia em dinheiro roubada.

“Estamos verificando câmeras de segurança na redondezas. Vai ser registrado como roubo qualificado, cárcere privado e uso de arma de fogo”. A polícia também investiga possível falha de segurança no banco, já que os assaltantes conseguiram entrar armados. “Estão sendo feitas perícias e todos procedimentos técnicos possíveis”, enfatizou.

A polícia deve levar 30 dias – podendo ser prorrogados – para solucionar o caso. O Presidente do Sindicato dos Bancários de Campo Grande-MS e Região (Seebcgms), Edvaldo Barros, compareceu para prestar solidariedade aos funcionários rendidos durante a ação.

“A polícia não revelou detalhes, mas sei que não teve agressão e o banco está prestando toda a assistência médica e jurídica. Tanto é que veio médico aferir pressão. Em média a agência tem 80 funcionários, mas como era início de expediente, tinha poucas pessoas”, relatou.

Edvaldo também criticou o sistema de segurança dos bancos, que de acordo com ele é uma das pautas do sindicato. “É por isso que o movimento sindical sempre cobra investimento em mais segurança. Porque onde já se viu numa agência central agirem dessa forma? Não é só segurança pra os funcionários, mas pra toda a população, poderia ter tido algo pior”, afirmou.