Moradores de um condomínio localizado na Rua Cel. Athos P da Silveira, região do Bairro Jardim São Conrado, em Campo Grande, denunciaram um possível descarte irregular de animal morto. O gato que, vivia no local desde o início do ano, foi encontrado sem vida e jogado na calçada em frente ao residencial, em vez de ter sido recolhido pelo serviço adequado.
De acordo com a denunciante, o animal não tinha tutor definido, mas era conhecido e cuidado por parte dos moradores. "O gato desde o início do ano vivia pelo condomínio. Alguns moradores alimentavam, davam água", relatou. Ao mesmo tempo, havia reclamações de outros condôminos sobre a presença do animal.
Mensagens enviadas no grupo do condomínio mostram essa divisão. Em um dos trechos, moradores demonstram carinho pelo gato. "Ele é fofo, chegou a subir no meu ombro, miando e pedindo carinho. Queria entrar em casa até ver minha cachorra. Muito bonitinho, parece ter dono".
Por outro lado, há registros de incômodo. "Tem uns gatos aqui na minha janela miando muito que é um inferno esses gatos brigando. Ninguém merece ficar ouvindo briga de gato. Esse bendito gato até parece que não tem dono".
Dias depois, uma moradora comunicou no grupo a morte do animal. Segundo ela, a cena foi extremamente triste.
"Boa noite, pessoal. Acabei de chegar no condomínio com meu marido e vimos uma cena muito triste: tem um gato que acabou ficando preso e morreu no portão. Provavelmente algum morador entrou ou saiu e não viu o bichinho passando na hora que o portão fechava. Estou avisando porque o corpo ainda está lá no portão", escreveu.
Logo após a mensagem, a síndica informou que o gato havia sido retirado. No entanto, segundo a denunciante, o procedimento não seguiu o protocolo correto.
"O pior é que quem aparece dizendo 'gato retirado' é a síndica. Só que, ao invés de chamar a Solurb, ela pegou o gato e jogou na frente do condomínio, numa calçada que nem é do prédio, é de uma casa", afirmou.
Ainda conforme o relato, o corpo do animal permanece no local.
"O gato está lá até agora, em decomposição. Eu tentei ligar no CCZ, mas não consegui atendimento. Me disseram que isso pode configurar crime ambiental, porque existe o serviço da Solurb para recolher animais mortos", contou.
Após vários dias no local, o animal foi retirado e descartado em outro espaço. Apesar disso, não é possível detalhar quem realizou a remoção do felino.
Em Campo Grande, o recolhimento de animais mortos em vias públicas deve ser feito pela Solurb, e o descarte irregular pode gerar penalidades administrativas e até criminais.







