Foi preso pela Polícia Civil de Campo Grande, em investigação conduzida pela Deam (Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher), Rafael de Souza Leite, 25 anos, suspeito de ter cometido diversos estupros em diferentes regiões da Capital. O último crime, que aconteceu na segunda-feira (23) no bairro Portal Caiobá, possibilitou a identificação do rapaz, que já estava sendo investigado desde junho de 2016.
Ao menos mais doze casos são atribuídos ao rapaz, que é soropositivo, ou seja, convive com o vírus da Aids. Mais cinco mulheres já reconheceram suas características, mas ele nega envolvimento nos demais casos e diz que, no caso ocorrido nesta semana, reconhece ‘o ato’, mas não estupro.
Com isso, Rafael quis dizer que teria havido consentimento parcial da vítima, o que não é uma hipótese considerada pela investigação. Conforme a investigadora Vanusa Macedo, em plena manhã, ele também roubou o celular da mulher e a ameaçou.
Em todos os casos, ele fazia o uso de pedaço de vidro, faca ou simulava estar armado. Esperava geralmente próximo a pontos de ônibus, abordava as vítimas quando não havia mais ninguém na rua e as levava a terrenos baldios nas proximidades. Algumas das mulheres também eram agredidas com socos e chutes.
A delegada Ariene Murad, titular da Deam, disse que ele escolhia as vítimas. “Geralmente jovens entre 18 e 25 anos. Ele é usuário de drogas e já tinha passagem por roubo”, disse. Os locais escolhidos para os crimes, contudo, variavam conforme uma característica curiosa.
Em novembro, ele teria se separado da esposa, que saiu da casa onde moravam na região do bairro Los Angeles, onde os primeiros crimes teriam sido cometidos. Após a separação, ela se mudou para o bairro Ramez Tebet, onde Rafael também teria feito mais vítimas. Por último, a mulher se mudou para a região do Aero Rancho, onde o suspeito, que não tinha residência fixa, também perseguiu a esposa e teria cometido mais atos de estupro.
Denúncia
A polícia busca por mais vítimas do mesmo autor, que devem entrar em contado com a Deam. A delegada Priscila Nuda, responsável pela investigação, diz que é importante que vítimas procurem imediatamente a delegacia, pois é mais fácil conseguir provas contra o autor.
De 2015 para 2016, houve redução 11% nos registros dos crimes em Campo Grande. Em 2015 foram 111 casos e, em 2016, 99. Contudo, apenas aproximadamente 30% das vítimas procuram a polícia, as demais deixam de registrar as ocorrências por receio, vergonha ou medo de ameaças.








