Em nota divulgada à imprensa na tarde desta terça-feira (18), a direção do Hospital Elmíria Silvério Barbosa, localizado em Sidrolândia, contestou as acusações levantadas pelo MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) durante a operação “Dirty Pix”, deflagrada para investigar um suposto esquema de desvio de R$ 5,4 milhões da instituição. A administração da unidade de saúde negou qualquer irregularidade e afirmou que todas as informações sobre os contratos e procedimentos estão devidamente documentadas.
Segundo a direção do hospital, os dados divulgados na operação seriam “distorcidos” e “não condizentes com a realidade”. A instituição reforçou que segue rigorosamente as normas legais e que está à disposição das autoridades para esclarecimentos.
O presidente da entidade, Jacob Breure, negou ter recebido valores via Pix, pagamentos ou devoluções da empresa investigada por descumprimento de contrato.
“Circulam informações distorcidas que não condizem com a realidade. O Hospital Dona Elmíria tem tudo documentado, tudo registrado e segue rigorosamente as normas legais. Temos total tranquilidade em abrir nossas portas às autoridades, pois agimos com seriedade e responsabilidade desde o início. [...] Não aceitaremos que informações incompletas ou distorcidas prejudiquem uma instituição que há anos se dedica integralmente à saúde de Sidrolândia”, declarou Breure.
Operação “Dirty Pix”
A ação foi desencadeada pelo Grupo Especial de Combate à Corrupção (GECOC/MPMS), em conjunto com a 3ª Promotoria de Justiça de Sidrolândia e apoio de equipes do Amazonas. Os mandados foram expedidos como parte da investigação que apura crimes de peculato, corrupção ativa e passiva, além de lavagem de dinheiro.
Segundo o MPMS, o esquema teria desviado R$ 5,4 milhões repassados pelo Governo do Estado ao município para a compra de um aparelho de ressonância magnética e um autoclave hospitalar. Parte dos recursos teria sido movimentada em conluio entre integrantes da direção do hospital e uma empresa fornecedora de equipamentos médicos, que também teria efetuado pagamentos indevidos a vereadores.
As provas reunidas indicariam que a empresa investigada realizou diversas transferências via Pix — diretamente ou por terceiros — ao presidente do hospital e a parlamentares envolvidos. A operação recebeu o nome “Dirty Pix” justamente por fazer referência ao uso de transferências instantâneas como mecanismo para ocultar a movimentação de recursos ilícitos.
Alvos da investigação
A lista de investigados atinge diretamente figuras políticas e administrativas de Sidrolândia. Entre os alvos da operação estão:
Jacob Breure, ex-diretor do Hospital Elmíria Silvério Barbosa, que teria sido preso;
Cristina Fiuza (MDB), vice-prefeita e ex-vereadora;
Vereadores atuais:
Adavilton Brandão (MDB)
Izaqueu de Souza Diniz (PSD)
Cledinaldo Marcelino Cotócio (sem partido)
Ex-vereadores:
Juninho Felinni
Elieu da Silva Vaz (PSDB)
Cleyton Martins Teixeira (PSB)
Clednaldo Cotócio
Adailton Joarildo
A investigação segue em andamento, e o MPMS ainda deve aprofundar a análise de documentos, contratos e movimentações financeiras. O hospital, por sua vez, reafirma confiança em que os fatos serão esclarecidos e que as atividades da instituição seguirão normalmente.
(Com informações Noticidade)







