Após vir à tona as filmagens em que um idoso de 75 anos, aposentado, aparece abusando sexualmente de uma cadela, na região do Vilas Boas em Campo Grande, o acusado poderá responder criminalmente e pegar de três meses a um ano de detenção.
O caso foi parar na Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Ambientais e Proteção ao Turista (Decat), e segundo o delegado titular Silvano Mota, as testemunhas e o autor foram ouvidos e foi constatado que a cadela havia sido aliciada desde o ano passado.
"Ele paquerava o animal, dava comida, a atraia sempre para perto. Chegou a tentar comprá-la oferecendo R$100, mas não conseguiu, nesse período os abusos já haviam iniciados durando cerca de um ano" contou o delegado.
De acordo com Silvano, a família responsável pelo animal, só percebeu os abusos após notar sangramentos nas partes íntimas da cadela, que foi levada para uma clínica veterinária, onde constataram que ela reamente havia sido abusada.


"O animal teve que passar por cirurgia e retirou o útero, ficando todo machucado. Foi então que os vizinhos começaram a desconfiar que algo errado estava acontecendo e em seguida começaram a vigiar o animal. Eles perceberam que ela sempre ia até o terreno onde o idoso cuidava, quando se depararam com o abuso sexual", explicou.
O delegado relatou ainda que todos ficaram estarrecidos com a cena e bastante assustados, e resolveram filmar para que outras pessoas pudessem acreditar no fato.

Ao todo foram ouvidos mais de três pessoas e o caso será encaminhado para o Juizado Especial, onde será julgado e o autor pode ser condenado de três meses a um ano de detenção. O idoso não possui antecedentes criminais e pode responder em liberdade pelos crimes de pratica e atos de abuso, maus-tratos, ferir ou mutilar animais silvestres, domésticos ou domesticados, nativos ou exóticos, configurados no artigo 32 da lei de crimes ambientais.
Dados
Os dados apresentados pela Decat apontam que o número de casos como este em Campo Grande está diminuindo, mas que muitas pessoas ainda têm receio de realizar a denúncia até mesmo por falta de provas. "Neste caso especifico os vizinhos suspeitaram e filmaram, para obter provas necessárias até porque os indivíduos não assumem o ato sexual e dificilmente alguém vem a delegacia para registrar o caso por medo", disse Silvano.
De janeiro até 30 de julho de 2014 foram registrados 23 boletins, mantendo o índice de casos denunciados no mesmo período em relação ao ano passado. Conforme o delegado, se comparado com anos anteriores, estes dados são considerados baixos. Em 2012 foram 62 casos e em 2013 cerca de 39, todos ocorridos na Capital.
De acordo com o delegado, o numero de incidências de abuso sexual em animais é maior em cachorros, por serem domesticáveis, mas existem casos não registrados de abusos de animais de outras espécies, como ocorrem nas fazendas.
Para aqueles que desejarem realizar denúncias, devem procurar a Decat ou entrrar em contato pelo telefone: (67) 3368-6092, 190 ou no Centro de Controles de Zoonoses: (67) 3314-5003.
É importante ressaltar que os dados apresentados pela delegacia, são aqueles que as pessoas formalizam as denúncias, representando contra os autores.
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****Matéria editada para acréssimo de inforamções às 9h22







