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Impunidade leva populares de Fátima do Sul a espancar jovem

Impunidade

23 FEV 2014
AgoraNews
14h34min
Jovem foi detido e encaminhado ao Hospital para atendimento médico - Foto: Ribero Júnior

Um rapaz identificado como G.S. foi detido e espancado por populares na noite de sexta-feira (21) após invadir a residência de uma senhora no bairro Cohab, município de Fátima do Sul, região sul do Estado.

Conforme informações divulgadas pelo site AgoraNews, o jovem percebeu que a idosa estava sozinha, quebrou vidros da janela para efetuar o furto, quando foi notado por populares que o detiveram e agrediram. A Polícia Militar foi acionada e rapidamente chegou ao local, impedindo o linchamento.

Reincidente

Os populares relataram à reportagem que o jovem G.S. foi detido em diversas ocasiões pela mesmo delito,  e que casos de furtos e roubos estão se tornando comuns na região. Em posse do menor foram encontradas um borrifador de 20 litros e uma sacola com diversos objetos, que a polícia acredita serem produtos de furtos.

Irritados com as leis que impedem menores infratores serem afastados do convívio social, decidiram colocar um basta na situação, por conta própria.

Perigo

A letargia da justiça e leis de proteção à humanidade que abrangem apenas os direitos dos delinquentes tem levado cidadãos comuns a tomarem atitudes típicas de justiceiros. Essa seara é de imprevisíveis consequências para a ordem social e até para as possíveis reações desses marginais que podem colocar em risco maior as populações.

O descaso das autoridades que se preocupam mais em criar leis que lhes proporcionem visibilidade nas mídias e menos em fazer com que as leis sejam cumpridas, que o Estado se aparelhe de acordo para combater as diversas modalidades de crime, criaram o atual caos social.

Lentamente os marginais ganharam as ruas e a população foi acuada em suas residências com muros, hoje com muros, grades e inumeráveis sistemas de segurança. Ir e vir, cláusula pétrea da Constituição, não vale para a maioria da população, mas para uns poucos apadrinhados por teóricos.

Triste constatar que os recantos mais calmos dos interiores de nosso país são, eles também, área que começa a ficar sob o julgo de marginais.

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