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Polícia

há 2 semanas

Investigado, neto de Zahran nega envolvimento em fraude milionária e 'entrega irmão' (vídeo)

Operação apura fraudes com falsas promessas de retorno financeiro elevado

Alvo da Operação Castelo de Cartas, deflagrada pela Polícia Civil, Gabriel Gandi Zahran Georges usou as redes sociais para se manifestar publicamente e negar qualquer envolvimento no esquema de fraudes financeiras investigado. A operação também tem como alvo o irmão dele, Camilo Gandi Zahran, apontado pelas autoridades como um dos principais articuladores do esquema.

A primeira fase da operação foi realizada em São José do Rio Preto (SP) e a segunda teve desdobramentos em Campo Grande, nesta quarta-feira (28). De acordo com a Polícia Civil, os irmãos são suspeitos de envolvimento em um esquema de estelionato comum e estelionato eletrônico, caracterizado por fraudes digitais com falsas promessas de investimentos de alto rendimento.

Embora pertençam a uma família proprietária de um grupo empresarial legítimo do setor de energia e gás, os investigados não integram a administração das empresas. Segundo as investigações, eles teriam explorado a ligação familiar para criar uma falsa aparência de credibilidade, atraindo empresários interessados em investir em supostas oportunidades financeiras. As empresas utilizadas no esquema, no entanto, seriam de fachada.

Em pronunciamento nas redes sociais, Gabriel afirmou que não participou do esquema e que está colaborando com as investigações. “Eu não fiz parte disso, jamais faria parte de algo assim. Fiz questão e faço questão de contribuir com a polícia de toda maneira possível”, declarou. Ele também ressaltou que não mantém negócios com o irmão. “A única coisa que eu compartilho com ele é o sobrenome. Nós não somos a mesma pessoa, não andamos nas mesmas rodas”, afirmou, dizendo confiar que a verdade será esclarecida.

Até o momento, a operação já resultou na apreensão de bens avaliados em mais de R$ 1,5 milhão, incluindo veículos de luxo, joias, relógios de alto padrão, dinheiro em espécie e notas promissórias. Segundo o delegado Fernando Tedd, chefe da Deic (Divisão Especializada de Investigações Criminais) de São José do Rio Preto, o valor apreendido representa apenas parte do prejuízo causado às vítimas.

“São prejuízos milionários, porque atingiu um grande número de vítimas”, afirmou o delegado. De acordo com ele, ainda não há uma estimativa exata do volume total movimentado pelo esquema. “Não temos um número exato para falar agora.”

Conforme a Polícia Civil, os recursos eram captados por meio de falsas promessas de investimentos em empresas que simulavam ligação com o grupo empresarial do setor de energia e gás. “As pessoas acreditavam que estavam investindo em empresas do grupo, mas essas empresas eram de fachada. Quando foram cobrar os dividendos, descobriram que estavam sendo enganadas”, explicou Tedd.

As vítimas estão espalhadas por diferentes regiões do país. Na região de São José do Rio Preto, ao menos duas ou três pessoas já registraram boletim de ocorrência, mas a polícia não descarta que mais vítimas procurem as autoridades após a divulgação da investigação.

Os bens apreendidos permanecem à disposição da Justiça, enquanto as investigações seguem para identificar o total de vítimas, o montante financeiro envolvido e a participação individual de cada investigado.

 

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