O Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), ligado ao Ministério Público de Mato Grosso do Sul, realizou uma grande operação nesta terça-feira (18) em Sidrolândia.
As equipes amanheceram no Hospital Elmiria Silvério Barbosa e em outros pontos da cidade, numa ação que ainda não teve o motivo oficialmente divulgado, mas que estaria centrada em um escândalo de desvio de dinheiro e fraude em contratos públicos.
A investigação tem como base um caso que já tramita na Justiça e envolve o descumprimento de um contrato de cerca de R$ 5,4 milhões firmado em dezembro de 2022.
O contrato foi assinado pela Sociedade Beneficente Dona Elmiria Silvério Barbosa com a Pharbox Distribuidora Farmacêutica de Medicamentos Ltda (sediada em Manaus) para a compra integralmente paga de equipamentos vitais, sendo uma ressonância magnética e uma autoclave hospitalar.
No entanto, os equipamentos nunca foram entregues. A Justiça, após rejeitar a justificativa de importação da fornecedora, determinou em janeiro deste ano a entrega e instalação dos aparelhos em cinco dias, sob pena de multa diária de R$ 10.000,00. Contudo, devido a recursos, a decisão ainda não foi cumprida. A ação do Gaeco, portanto, visa aprofundar a apuração deste suposto esquema de fraude e desvio.
A lista de alvos e envolvidos mencionados na investigação atinge diretamente a esfera política e administrativa do município, sendo:
- Jacob Breure, ex-diretor do Hospital Elmiria, que teria sido preso.
- A Vice-Prefeita, Cristina Fiuza (MDB), que também é ex-vereadora.
- Vereadores Atuais: Adavilton Brandão (MDB), Izaqueu de Souza Diniz (PSD) e Cledinaldo Marcelino Cotócio (sem partido).
- Ex-Vereadores: Juninho Felinni, Elieu da Silva Vaz (PSDB), Cleyton Martins Teixeira (PSB), além de Clednaldo Cotocio e Adailton Joarildo.
A presença do Gaeco nas dependências do hospital chamou a atenção de funcionários e pacientes da unidade de saúde. No entanto, ainda não foram dados detalhes dos documentos apreendidos.
* Matéria editada às 13h44 para correção. Lucio Borges Basso não está entre os alvos da investigação como informado anteriormente.







