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quinta, 20 de janeiro de 2022 Campo Grande/MS
Polícia

Jovem assume assassinato à facadas de homem encontrado no meio da rua

09 novembro 2015 - 16h54Por Amanda Amaral e Alessandra Carvalho

A Polícia Civil identificou autor e vítima de um homicídio a facadas, ocorrido na madrugada desta segunda-feira (9), no meio da Rua do Ébano, localizada na Vila Marcos Roberto, em Campo Grande. O corpo de Eduardo Nogueira Ribeiro, 27 anos, foi encontrado por volta das 6 horas da manhã, no próprio local onde o crime aconteceu.

Henrique Rodrigues dos Santos, 18 anos, foi identificado autor dos golpes e preso por volta das 10 horas da manhã pelos policiais do SIG/DPC (Serviço de Inteligência da Polícia Civil) da Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) do bairro Piratininga. Ele possui diversas passagens pela polícia, por tráfico de drogas, porte ilegal de armas e receptação, e foi encontrado em sua residência, na Rua Esso, no Jardim Jóquei Clube.

Conforme o delegado plantonista da Depac Piratininga, Hoffman D' Avila Cândido e Sousa, a polícia foi acionada via Ciops (Centro Integrado de Operações de Segurança) para atender uma ocorrência, em que populares teriam encontrado o homem morto no meio da rua.  No local, os policiais colheram depoimentos dos moradores e todos afirmaram que nada ouviram ou viram, além de ninguém conhecer a vítima.

Apresentado nesta tarde, o jovem declarou que não conhecia a vítima e que desferiu os golpes em legítima defesa. Henrique alegou que Carlos teria chegado no local do crime já com uma faca na mão, sob aparente efeito de drogas, ameaçando matá-lo.

“Antes de a mãe dele chorar do que a minha, eu ‘tava’ me defendendo. Tirei a faca da mão dele e acabei matando mesmo”, disse. Antes de dar as facada, Henrique admitiu ter acertado uma pedrada na cabeça da vítima, com a intenção de derrubar a faca de sua mão.

Os policiais ainda declararam que a vítima recebeu de seis a dez facadas em diversas regiões do corpo, costas, tórax e rosto.  A arma branca chegou inclusive a quebrar dento do corpo da vítima.

Henrique tem irmão um gêmeo univitelino também com várias passagens pela polícia, mas foi identificado mais facilmente por suas tatuagens pelo corpo. O irmão não teria nenhuma relação com o ocorrido, como se suspeitou inicialmente.