Uma jovem de 18 anos procurou a Delegacia de Polícia Civil de Rio Verde (MS) para denunciar que foi vítima de importunação sexual e assédio, dentro de um estabelecimento de terapias corporais localizado na área central da cidade. O caso teria acontecido na tarde de sexta-feira (17).
Conforme o registro policial, ela estava fazendo uma drenagem linfática com um profissional de 49 anos que se apresentava como naturopata. Após receber uma indicação da amiga, ela foi até o local e agendou o procedimento para 18h15.
No entanto, ficou desconfiada com alguns olhares inapropriados feitos pelo esteticista e resolveu adiantar a sessão para 17h10. Com medo de ficar muito desconfortável sozinha com ele, a mulher pediu para que uma amiga a acompanhasse.
Segundo o site Rio Verde News, no começo o homem estava puxando conversas desconexas e fazendo elogios sobre a aparência da jovem. Em seguida, afirmou que seria necessário alterar o procedimento e pediu que a vítima retirasse a blusa, sendo que pedido foi atendido porque ela estava acompanhada da amiga.
Vendo a lingerie da jovem, ele fez novos elogios e tentou puxar outros assuntos, fora do escopo do atendimento. Pouco tempo depois, o marido da amiga chegou ao local, e ela precisou se ausentar, deixando-a sozinha com o suspeito.
Já sozinho com a paciente, ele utilizou um aparelho no rosto da vítima, afirmando que o equipamento serviria para ajustar a “tonalidade da pele”. Logo após, desceu com o aparelho até a região do peito da jovem e, sob a justificativa de “corrigir diferenças de tonalidade”, forçou o sutiã e tocou seus seios com o aparelho. A vítima afirmou que o procedimento de drenagem linfática é voltado à região abdominal, não havendo qualquer necessidade de contato com os seios.
Ao final da sessão, ele insistiu para que ela retornasse para outro atendimento. Quando a vítima se levantou para vestir a blusa, o homem tentou abraçá-la e disse: “Vem aqui me dar um cheiro”. A jovem conseguiu se desvencilhar e saiu imediatamente do local.
Na saída, encontrou a proprietária do espaço e uma outra mulher não identificada. Ao relatar o ocorrido, a acompanhante da proprietária afirmou que “aquilo não era normal”.
Já em casa, a jovem entrou em contato com a amiga, chorando, e relatou toda a agressão sofrida. A vítima também mencionou ter tomado conhecimento de que o suspeito já teria sido alvo de reclamações anteriores por comportamento semelhante, inclusive em uma escola onde teria lecionado, envolvendo assédio a alunas.







