Lucas Silveira Leite Ortiz, de 19 anos, foi morto por volta das 21h50 de ontem (16), após um veículo colidir com sua motocicleta e arrastar seu corpo por vários metros, na Rua Catigua, próximo a ponte, no Jardim Canguru, na Capital.
A pai da vítima, José Benedito Ortiz, de 53 anos, contou à polícia que várias testemunhas relataram que o seu filho estaria conduzindo a motocicleta Honda Fan de cor preta de placa NRK-6597 e ao sair da Rua Humberto F. Lino para entrar na Catigua surgiu um veículo Astra prata de placas DRH-5929 em alta velocidade, que ao colidir o arrastou por diversos metros.
De acordo com o registro policial, o motorista do veículo fugiu do local sem prestar socorro, sendo que o para-choque do Astra acabou ficando no meio do percurso. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado para atender a ocorrência, constatando a morte do jovem. O corpo foi encaminhado ao Instituto de Medicina Odontológica Legal (Imol).

Investigação
Logo em seguida, os policiais militares encontraram o veículo, sendo que dentro dele estavam uma mulher e uma criança. A pessoa sentada no banco do carona era a esposa do suposto autor, identificado como Ricardo André Rodrigues, de 28 anos, que continua foragido.
O delegado que atendeu a ocorrência, Alberto Luiz Carneiro da Cunha de Miranda, contou que a mulher prestou depoimento informando que o marido estava com uma arma fazendo ameaças e acelerando o carro. Ela foi ouvida como testemunha e liberada.
A ocorrência foi registrada como homicídio doloso na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac) da Piratininga. Após análise pericial, a motocicleta e o veículo foram conduzidos ao Departamento Estadual de Trânsito de Mato Grosso do Sul (Detran).
A polícia não quis entrar em mais detalhes para preservar a investigação, que continuará com a delegacia da área de abrangência onde o crime ocorreu. “Só vamos adiantar que ambos tinham passagens pela polícia. A polícia vai investigar o caso e vamos buscar câmeras de segurança das redondezas para comprovar o depoimento das testemunhas. Mas tudo leva a crer, que ele teve a intenção de matar mesmo”, contou delegado plantonista Alberto Luiz Carneiro da Cunha de Miranda.







