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Polícia

Jovem relata ter sido atingida por pedrada em frente a boate LGBT na Capital

Testemunhas afirmam terem ouvido grito de apoio ao presidenciável Bolsonaro antes da agressão

11 outubro 2018 - 17h35Por Amanda Amaral

Frequentadoras de uma casa noturna no Centro de Campo Grande alegam que uma delas foi atingida por uma pedrada em frente ao estabelecimento, na madrugada desta quinta-feira (11). Elas indicam que o agressor estava dentro de um veículo e, antes de jogar a pedra, teria gritado 'Bolsonaro 17'.

A vítima, que preferiu não ser identificada na matéria, estava com amigas em frente à boate de público LGBT, na rua Marechal Cândido Mariano Rondon, quando sentiu o forte golpe pelas costas. Em seguida, o veículo seguiu em alta velocidade pela via.

Uma amiga da vítima, que estava presente no momento, relata o ocorrido. "Primeiro um carro prata passou e um rapaz gritou 'Bolsonaro 17'. Uns dez minutos depois, quando minha amiga estava virada de costas para a rua, e duas amigas de frente, aparentemente o mesmo carro passou e alguém de dentro jogou uma pedra", conta.

A jovem relata que outras testemunhas identificaram que havia homens no veículo. Elas lamentam não terem identificado a fisionomia dos ocupantes ou a placa do carro, portanto não têm provas contundentes do ocorrido. 

As garotas afirmam terem guardado a pedra utilizada na agressão, e fotografaram as marcas do ferimento, além da pedra (imagem à direita do texto, ao lado de maçãs para dar noção de escala do objeto). "As costas dela ficaram roxas, ela chorou muito, ficamos desesperados, nos sentimos muito ameaçados. Foi a pedra em movimento, já estavam na intenção de jogar", diz.

As jovens devem buscar a polícia para denunciar o caso e provas através de imagens de videomonitoramento em estabelecimentos vizinhos.

A reportagem entrou em contato com a direção da casa noturna, que confirmou ter conhecimento sobre o caso e se manifestou conta a violência.

"É lamentável que atos de intolerância estejam ganhando força e as pessoas continuam tratando como se isso fosse apenas casos isolados ou façam pouco caso, dizendo que estão mentindo quando dizem que foram ataques de ódio vindo de algum eleitor fanático. Além de segurança, precisamos da conscientização da sociedade de que crimes e ataques de ódio são abomináveis", declarou o responsável pelo estabelecimento.

*Matéria atualizada para acréscimo de informações