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Polícia

Juiz impõe sigilo em processo sobre homem morto por policial no cinema

Crime no meio de crianças chocou todo o País

14 julho 2019 - 08h02Por Dourados News

O juiz Eguiliell Ricardo da Silva, da 3ª Vara Criminal de Dourados, determinou sigilo no processo em que o cabo da Polícia Militar Dijavan Batista dos Santos, de 37 anos, responde por homicídio simples pelo assassinato a tiro do bioquímico Julio Cesar Cerveira Filho, 43 anos. O crime aconteceu no início da tarde de segunda-feira (8), no cinema do shopping da cidade. Agora o andamento do processo só fica acessível para as partes envolvidas.

Antes disso, foi possível apurar que o magistrado havia recebido um pedido de autorização feito pelo delegado Francis Flávio Tadano Araújo Freire para quebrar o sigilo telefônico do assassino confesso. O titular da 2ª Delegacia de Polícia Civil de Dourados quer confirmar a versão apresentada pelo militar em depoimento, de que acionou socorro médico e autoridades logo após o crime.

Na quarta-feira (10), esse mesmo magistrado converteu a prisão em flagrante para preventiva “para garantia da ordem pública e para a conveniência da instrução criminal”. Ele também determinou que Dijavan fosse transferido do Pelotão da PMA (Polícia Militar Ambiental), onde é lotado e está detido desde o dia do crime, para o Presídio Militar Estadual, em Campo Grande.

Naquela mesma tarde, os advogados do policial divulgaram nota na qual declararam contar “que todas as testemunhas que ainda não depuseram formalmente sobre o caso o façam relatando mais pura verdade dos fatos que presenciaram, não se deixando levar pelo sensacionalismo de alguns veículos de comunicação ou por pré-julgamentos infundados publicados nas mídias sociais, resguardando, assim, o cumprimento efetivo da Justiça”.