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Polícia

VÍDEO: julgada por matar marido PM, tenente-coronel faz desabafo sobre violência doméstica

Abalada, Itamara pediu que as mulheres denunciem independente do cargo que exerçam

06 novembro 2019 - 15h00Por Nathalia Pelzl e Dany Nascimento

Após ser julgada na esfera administrativa, na manhã desta quarta-feira (6), a tenente-coronel da Polícia Militar Itamara Romeiro Nogueira, acusada de matar a tiros o marido, também policial militar, Valdeni Lopes Nogueira, de 45 anos, no dia 12 de julho de 2016, fez um desabafo sobre violência doméstica.

À época do crime, ela alegou que agiu em legítima defesa, após ser agredida na garagem da casa deles.

Visivelmente abalada, Itamara pediu que as mulheres, independente do cargo que exerçam, se libertem das agressões sofridas dentro de casa.

“As mulheres tem que falar mais, irem para as ruas, bater panela e dizer, eu não vou apanhar mais. Tem que ter essa coragem”.

Confira o vídeo:

Desabafo de tenente-coronel que matou PM from Top Mídia News on Vimeo.

Julgamento

A tenente-coronel da Polícia Militar Itamara Romeiro Nogueira foi julgada na esfera administrativa, na manhã desta quarta-feira (6). Acompanhada pelo advogado José Roberto Rosa, a oficial foi julgada por três coronéis do Conselho da PM.

A decisão foi para ela que entre no regime reformado, ou seja, que compete o afastamento total das suas funções dentro da corporação. Ela prestou 27 anos de serviço à Polícia Militar.

Agora, a decisão vai para o governador Reinaldo Azambuja (PSDB) e, posteriormente, é encaminhada ao Tribunal de Justiça.

Além disso, o advogado destacou que o fato da tenente-coronel nunca ter registrado boletim de ocorrência das agressões contribuiu para a decisão.

Já na esfera criminal, ainda segundo o advogado, Itamara deve ir a júri popular em  março de 2020.

Tenente-coronel que matou marido PM convoca mulheres contra violência doméstica from Top Mídia News on Vimeo.

O crime

Supostamente para se defender de agressões, a policial atirou no marido com a pistola que usava na Polícia Militar. O crime ocorreu na garagem da residência deles, no dia 12 de julho de 2016.

Ela alegou que os dois estavam em casa e discutiram por conta de uma viagem. Ainda segundo a tenente, ela foi agredida pelo policial fisicamente. Em dado momento, na versão dela, ele foi até o carro pegar a arma para atingi-la, por isso atirou em legítima defesa.

Conforme mostram laudos da perícia, um dos tiros atingiu a vítima pelas costas, o que no entendimento do MPE não caracteriza legítima defesa.  Após os tiros, a policial acionou o socorro, mas o então esposo morreu na Santa Casa.

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