Conforme adiantou o Top Mídia News, a justiça converteu o flagrante do lutador de jiu-jitsu, Rafael Martinelli Queiroz, 27, responsável pela morte de Paulo Cezar de Oliveira neste final de semana, em prisão preventiva. A informação foi confirmada pelo advogado de defesa, Darguim Julião Villalva Junior.
Na decisão, o juiz Alexandre Ito, da 1ª Vara do Tribunal do Júri, justifica que a brutalidade do homicídio evidência a periculosidade do autor e que ainda não há comprovação de que Rafael tenha residência fixa ou ocupação lícita. O magistrado também ressalta que existem indícios suficientes que comprovam a autoria do crime e que o lutador tentou fugir do local.
Rafael foi autorizado a receber tratamento médico e psicológico na prisão, pois os advogados de defesa estavam preocupados com a possibilidade de suicídio. Os resultados dos exames toxilógicos devem embasar a teoria da defesa sobre um possível surto psicótico induzido pelo consumo de medicamentos antidepressivos. No momento, os advogados analisam o próximo passo.
O Caso
O lutador virou manchete no final de semana, após espancar até a morte, com auxílio de uma cadeira, Paulo Cezar de Oliveira, de 49 anos, durante um ataque de fúria dentro do Hotel Vale Verde, no último sábado (18), em Campo Grande. Segundo relatos, ele estaria furioso com uma suporta traição da namorada.
Conforme consta no boletim de ocorrências, Rafael, que é da cidade de Araçatuba (SP), veio a Campo Grande disputar um torneio de jiu-jitsu, acompanhado da namorada, Carla Dias, de 24 anos. O casal se hospedou no quarto 221 do hotel e, por volta das 22h20, os dois iniciaram uma discussão em que a jovem teria contado que estaria grávida e que o pai da criança não seria o lutador.
Revoltado, Rafael teria iniciado uma série de agressões contra a companheira que conseguiu fugir do quarto em que estavam hospedados. Completamente transtornado, Rafael iniciou uma sessão de quebra-quebra no hotel e invadiu um dos quartos a procura da namorada. Paulo foi surpreendido pelo lutador que começou a desferir vários golpes violentos sem mesmo conhecer a vítima. Uma cadeira de madeira teria sido usada para golpeá-lo até a morte.
Depois do ocorrido, Rafael foi até a recepção entregar uma joia da vítima e procurar pela namorada. Ao notar o aparente nervosismo do esportista, a funcionária do hotel foi até o terceiro andar, onde o crime aconteceu, e constatou a morte de Paulo. A polícia foi chamada ao local e depois de resistir, Rafael foi preso em flagrante pelo Batalhão de Choque da Polícia Militar e encaminhado para a sede do Garras.
Pela rede social Facebook, a namorada do lutador negou que a briga tenha sido motivada por ciúmes e alega que Rafael apresentou um comportamento estranho durante o dia todo. Em seu depoimento na internet, a jovem classificou o caso como 'sem explicação' e relatou que o esportista apresentava 'sinais de alterações emocionais', estava agitado e falava coisas desconexas - 'sem sentido'. Leia mais aqui.
Conforme o advogado Darguim Julião Villalva Junior, o jovem apresentava sinais de alucinações e, mesmo preso, não se recordava do que fez durante o surto no Hotel Vale Verde. "Ele até então, não sabia que tinha matado alguém. Ele ainda está fora de si", relatou.







