A Justiça rejeitou, nesta quinta-feira (26), o pedido para revogar a ordem de prisão preventiva do coreógrafo Ewerton Cesar Ferriol Icasati, o Tom Brasil, suspeito de assediar alunas e estuprar uma adolescente de 15 anos. A defesa do coreógrafo, no entanto, vai recorrer da decisão.
“O magistrado indeferiu o pedido, mas vamos impetrar um habeas corpus no Tribunal de Justiça porque está sendo cometida uma grande injustiça, que será provada no processo”, revela a advogada Luciana Abou Ghattas, responsável pela defesa do coreógrafo juntamente com os juristas Fábio Trad e César José Maksoud.
Tom Brasil foi acusado de assédio sexual pela bailarina Cissa Nogueira, que publicou um relato dos supostos abusos no Facebook. Após a exposição do caso, outras vítimas se pronunciaram, incluindo uma professora que acusa o coreógrafo de quebrar o seu braço e uma adolescente, que diz ter sido estuprada pelo então professor.
Para a defesa de Tom Brasil, ele deve ser considerado inocente até que se prove o contrário. Os advogados ainda alertam para os perigos do julgamento antecipado. Conforme Ghattas, o caso corre o risco de se transformar em uma nova Escola Base, em que os proprietários foram acusados injustamente de abusar de crianças do colégio em 1994.

A advogada Luciana Abou Ghattas - Foto: Repórter Top
“Peço à imprensa de Mato Grosso do Sul que não faça, neste caso, o que foi feito com os proprietários da Escola Base, em São Paulo, que não julgue e condene sem ouvir os dois lados, que seja dado voz a quem acusa e que seja dado voz à defesa com igual propriedade e imparcialidade”, finaliza Luciana.
O coreógrafo ainda não se apresentou para a polícia.








