A Justiça encerrou as acusações contra os funcionários da empresa F e V Segurança, acusados de envolvimento na morte Idenilson da Silva Barros, que morreu em maio de 2013, no estacionamento do Jockey Clube, após um show da dupla Munhoz e Mariano.
O proprietário da empresa Ronaldo Sollis, que acabou falecendo sem ver o desfecho do caso, e mais dois funcionários foram apontados como suspeitos. A denúncia foi feita devido a uma confusão que teria ocorrido com o jovem no camarote da apresentação. A empresa era a responsável por fazer a segurança do evento.
Conforme o advogado Valdir Custódio da Silva, o encerramento das acusações se deu por não serem apresentadas provas que materializassem o crime supostamente cometido pelos seguranças. "Na instrução ficou provado que nem a empresa e nem os funcionários tinham qualquer envolvimento com o crime", explica.
De acordo com a Polícia Civil, Idenilson foi encontrado, na madrugada do dia 19 de maio, com sinais de espancamento e atropelamento, e morreu no local antes de ser socorrido. A perícia divulgou que o corpo foi arrastado por 12 metros e ficou a 40 metros do local do show. O jovem estava deitado quando foi atropelado.
Apesar de informações iniciais apontarem que a morte do rapaz teria sido por pressão torácica, em decorrência de um atropelamento, a polícia não investiu nesta linha de investigação. Alegando que as provas testemunhais eram suficientes, o delegado responsável pelas investigações, Cláudio Martins, encerrou o inquérito e a prisão dos seguranças foi decretada. Posteriormente, eles foram libertados por meio de Habeas Corpus.
Com o encerramento das acusações, apenas novas provas apresentadas motivariam a reabertura do processo. "Infelizmente será mais um crime sem solução", afirma Custódio.







