O lutador de jiu-jitsu Rafael Martinelli Queiroz, de 27 anos, receberá atendimento médico e psicológico enquanto permanece detido na sede do Garras (Grupo Armado de Resgate e Repressão a Assaltos e Sequestros).
A autorização foi concedida pelo delegado plantonista da Depac (Delegacia de Pronto Atendimento) do Centro no final da manhã de hoje (21).
Conforme o advogado Darguim Julião Villalva Junior, o jovem apresentava sinais de alucinações e, mesmo preso, não se recordava do que fez durante o surto no Hotel Vale Verde. "Ele até então, não sabia que tinha matado alguém. Ele ainda está fora de si", relatou ao Top Mídia News.
Por causa do feriado de Tiradentes, os advogados do esportista enfrentaram dificuldades para entregar o requerimento para acompanhamento médico e realização de exames toxicológicos. O caso ainda não foi distribuído e a defesa precisou trabalhar em sistema de vigília para conseguir a autorização.
De acordo com a advogada Fábia Zalinda Fávaro, o flagrante deve ser convertido em prisão preventiva, sendo que Rafael pode ficar detido por tempo indeterminado. Os exames toxilógicos, que devem embasar a teoria da defesa sobre um possível surto psicótico induzido pelo consumo de medicamentos antidepressivos, podem ser realizados em até 45 dias, mas a defesa está preocupada com a possibilidade de o esportista cometer suicídio.
O Caso
O lutador virou manchete no final de semana, após espancar até a morte, com auxílio de uma cadeira, Paulo Cezar de Oliveira, de 49 anos, durante um ataque de fúria dentro do Hotel Vale Verde, no último sábado (18), em Campo Grande. Segundo relatos, ele estaria furioso com uma suporta traição da namorada.
Conforme consta no boletim de ocorrências, Rafael, que é da cidade de Araçatuba (SP), veio a Campo Grande disputar um torneio de jiu-jitsu, acompanhado da namorada, Carla Dias, de 24 anos. O casal se hospedou no quarto 221 do hotel e, por volta das 22h20, os dois iniciaram uma discussão em que a jovem teria contado que estaria grávida e que o pai da criança não seria o lutador.
Revoltado, Rafael teria iniciado uma série de agressões contra a companheira que conseguiu fugir do quarto em que estavam hospedados. Completamente transtornado, Rafael iniciou uma sessão de quebra-quebra no hotel e invadiu um dos quartos a procura da namorada. Paulo foi surpreendido pelo lutador que começou a desferir vários golpes violentos sem mesmo conhecer a vítima. Uma cadeira de madeira teria sido usada para golpeá-lo até a morte.
Depois do ocorrido, Rafael foi até a recepção entregar uma joia da vítima e procurar pela namorada. Ao notar o aparente nervosismo do esportista, a funcionária do hotel foi até o terceiro andar, onde o crime aconteceu, e constatou a morte de Paulo. A polícia foi chamada ao local e depois de resistir, Rafael foi preso em flagrante pelo Batalhão de Choque da Polícia Militar e encaminhado para a sede do Garras.
Pela rede social Facebook, a namorada do lutador negou que a briga tenha sido motivada por ciúmes e alega que Rafael apresentou um comportamento estranho durante o dia todo. Em seu depoimento na internet, a jovem classificou o caso como 'sem explicação' e relatou que o esportista apresentava 'sinais de alterações emocionais', estava agitado e falava coisas desconexas - 'sem sentido'. Leia mais aqui.







