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Polícia

Marquinhos nega relação com Lama Asfáltica, mas é rebatido por áudios; Ouça

25 maio 2016 - 15h12Por Airton Raes

O deputado estadual Marquinhos Trad (PSD) emitiu nota, pelo Facebook, negando que tenha qualquer ligação com a Operação lama Asfáltica, na primeira ou segunda fase - a Fazendas de Lama. Porém, tanto em áudios como no inquérito da operação, o parlamentar não é só citado, como é tema de conversa entre João Amorim e Edson Giroto.

“Quero deixar claro que, eu Marquinhos Trad, não tenho nenhuma gravação com nenhum empreiteiro, agentes públicos, nenhuma gravação negociando cargos e dinheiro, não tenho nada a ver com Lava Jato, Coffee Break, Lama Asfáltica e muito menos fazendas de lama, não tenho boi, únicos animais que crio são uns cachorrinhos”, destaca o parlamentar.

Mesmo assim, Marquinhos é tema de ligação entre Giroto e Amorim. Ouça:

 

Em interceptação telefônica autorizada pela justiça, Edson Giroto conta para João sobre encontro que teve com Nelsinho Trad (PTB), irmão de Marquinhos, quando tomaram um litro de whisky, como mostra a gravação no 1min e 40 segundos.

Giroto cita com Amorim que Nelsinho não consegue controlar os seus irmãos, principalmente Marquinhos. Aos 3 minutos e 40 segundos, Giroto fala que Marquinhos Trad “é louco. É louco até o ponto que você pegar e tirar a transfusão de sangue”.  O Ministério Público Federal interpretou, conforme relatório sobre análise das provas coletadas na Lama Asfáltica, que a fala de Giroto aponta que pode haver alguma fraude em compras relacionadas a Marquinhos Trad a respeito de 'transfusões de sangue'.

Veja o que diz o documento da Polícia Federal:

E as ligações do deputado não ficam só na conversa entre Giroto e Amorim. O parlamentar também tem relações na primeira fase da operação, deflagrada no ano passado. Marquinhos Trad também aparece nas gravações da primeira fase da Operação Asfáltica conversando com o empreiteiro André Luiz dos Santos, mais conhecido como ALS e também como Patrola.

ALS é apontado pela Polícia Federal como o sucessor do empreiteiro João Krampe Amorim, pivô da Operação Lama Asfáltica, em uma possível ascensão da família Trad ao poder.

De acordo com o relatório da PF, “a maior parte de suas ligações parece refletir falcatruas e conchavos políticos. Declaradamente participa de esquemas fraudulentos, principalmente em Corumbá/MS”. André teria um bom relacionamento com o empresário Carlos Clementino, proprietário da Engepar Engenharia e Participações Ltda., que mantém diversos contratos com as prefeituras de Campo Grande e Corumbá, e é um dos principais doadores de campanha da família Trad.

Em postagem veiculada no Facebook, Marquinhos Trad relaciona as matérias ligando seu nome à operação Lama Asfáltica com antecipação da disputa eleitoral e se utilizando “as velhas práticas políticas de atacar as famílias, caluniar, difamar sem ter provas”, afirma. O pré-candidato também disse que vai continuar o trabalho que vem fazendo de escutar a população. “Acho que esse pessoal deve estar meio desesperado. Da nossa parte vamos continuar andando nos bairros, ouvindo as pessoas. Baixaria, falta de respeito, aqui não! Peço a todos, não entrem nessa, vamos plantar o bem para colher a paz”, conclui.