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Polícia

07/11/2025 17:51

Membros do PCC usavam violência para cobrar 'devedores' e auxiliar organização parceira

Investigação ainda mostram esquema de corrupção de servidores em troca de privilégios

As investigações da Operação Blindagem, deflagrada nesta sexta-feira (7), identificaram que membros do PCC (Primeiro Comando da Capital) auxiliava organização investigada a realizar ‘cobranças’ de devedores. A operação foi realizada em Mato Grosso do Sul, Santa Catarina e São Paulo.

Realizada pelo MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) com a participação de policiais militares do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado), a operação apontou que a organização era suspeita de tráfico interestadual de drogas, com ramificações em território sul-mato-grossense. 

Ao todo, são 35 mandados de prisão e outros 41 de busca e apreensão sendo cumpridos por determinação da Justiça. Além do envio dos entorpecentes, a quadrilha é suspeita ainda de crimes como corrupção ativa e passiva, usura, comércio ilegal de armas de fogo e lavagem de capitais. 

“Foram constatados vínculos da organização criminosa com o Primeiro Comando da Capital (PCC), que fornecia suporte por meio de membros de sua alta cúpula, para ampliar o tráfico e aplicar punições violentas a quem estivesse em débito com o grupo criminoso”, explica o MP.

Ao longo das apurações, ainda segundo o relatado pelo órgão, foram identificadas práticas de extorsão mediante uso de arma de fogo, violência e restrição da liberdade de vítimas.

As investigações começaram a partir da apreensão do telefone celular do líder da organização criminosa, que utilizava o aparelho no interior de uma cela de presídio no interior de Mato Grosso do Sul e por meio disso, chegar a um esquema de corrupção de servidores públicos. 

“Foi possível chegar a outra faceta do grupo, que é a corrupção de servidores públicos, que garantiam a ele o acesso a aparelhos celulares, informações sigilosas de sistemas restritos ao estado e, o mais importante, à permanência em presídios menores, no interior do Estado, de onde coordenava livremente as práticas ilícitas”, contou o Ministério Público.  

Operação

A operação deflagrada nesta manhã visa o cumprimento de 35 mandados de prisão preventiva e 41 de busca e apreensão nas cidades de Campo Grande, Aquidauana, Sidrolândia, Jardim, Bonito, Ponta Porã e Corumbá, além de Porto Belo (SC), Balneário Piçarras (SC), Itanhaém (SP) e Birigui (SP). 

As diligências em MS contam com apoio operacional de equipes do Batalhão de Choque, do Batalhão de Operações Especiais e Força Tática, todos da Polícia Militar, além da Agepen. A OAB/MS também acompanhou os trabalhos.

Blindagem

O nome da operação – Blindagem – faz alusão ao fato de que integrantes da organização criminosa, em razão da prática de corrupção de servidores, recebiam proteção durante o cumprimento de suas penas, garantindo, com isso, a permanência em unidades prisionais de menor rigidez no aspecto de segurança e também a transferência de internos que consideravam inimigos. 

Além disso, recebiam informações privilegiadas sobre movimentação de presos e dados de acesso restrito em bancos de dados públicos.
 

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