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terça, 25 de janeiro de 2022 Campo Grande/MS
Polícia

Mentor de esquema de exploração sexual ameaça revelar novos nomes

Atendia políticos

15 dezembro 2015 - 07h00Por Rodson Willyams

A defesa de Fabiano Otero, apontado pela Polícia Civil como principal mentor do esquema de exploração sexual de menores em Campo Grande, diz que aguarda a sentença do processo ser proferida para solicitar a segunda parte do acordo da delação premiada. Se confirmada a situação, Otero deve revelar todo o esquema na Capital, inclusive com novos nomes ainda não revelados.

Segundo o advogado Amilton Ferreira de Almeida, a primeira parte do acordo foi cumprida pela Justiça. "Ele está  preso em regime domiciliar, fruto de um acordo que ele fez com a Justiça em troca da delação premiada. Agora aguardamos que a sentença seja feita para que o juiz possa decidir e entrarmos com a segunda parte da delação. Dependendo, podemos pedir a redução ou que ela seja perdoada".

O advogado disse que não descarta a punição judicial do cliente. Mas como ele contribuiu, por meio da delação premiada, deve ter a pena reduzida.  "Vamos aguardar que a decisão da Justiça saía, para então, entrarmos com a segunda parte da delação premiada".

Essa 'segunda parte' é a mais esperada pela Polía Civil, que pode trazer a tona novos nomes de clientes famosos e importantes, ainda não revelados. Até o momento vieram à tona os nomes de Sérgio Assis, Alceu Bueno e do empresário José Carlos Lopes, como clientes. Otero seria o mentor, enquanto Mônica Matos de Souza e Rosidélia Alves Soares seriam as aliciadores. Já Luciano Pageu e Robson Martins foram presos tentando extorquir Alceu Bueno.

O caso

Em inquérito policial, Fabiano Oterro foi apontado como principal mentor em esquema de exploração sexual. O caso foi descoberto quando a mãe de uma adolescente registrou o boletim de ocorrência por desaparecimento. A suspeitas que garota estava em Campo Grande se prostituindo.

A polícia descobriu que a garota entrou em contato com uma prima e fez convite para que ela fizesse programas sexuais com homens da alta sociedade e destacou que eram políticos e empresários. Os familiares da garota disseram para a prima aceitou o convite com o intuito de descobrir o paradeiro. A prima acabou passando o endereço para a mãe da adolescente que foi local em que ela estava.

A polícia verificou e encontrou material fotográfico e filmagens em que a jovem mantinha relações sexuais com ou sem roupa com políticos. O ex-vereador, Alceu Bueno e o ex-deputado Sérgio Assis aparecem as imagens sem roupas. O caso foi denunciado e a polícia civil iniciou as investigações e começou a desvendar uma teia de prostituição. O ex vereador Alceu Bueno disse para a polícia que estava sendo extorquido por Luciano Pageu e Robson Martins.

Bueno  havia pago R$ 100 mil e mais R$ 27 mil haviam sido cobrados. Com apenas R$ 15 mil arrecadados, o vereador procurou a polícia. Bueno e Assis foram indiciados por praticar junção carnal com crianças e adolescentes.

O empresário Luciano Pageu, o cinegrafista, Fabiano Viana Otero, e o ex-vereador Robson Martins foram considerados responsáveis pelo aliciamento das jovens. A partir da denúncia de Otero, o Gaeco começou outra investigação que corre em segredo de Justiça.