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Polícia

Metralhadora belga usada em confronto que matou inocente na fronteira seria do Exército

09 março 2016 - 12h16Por Mariana Anunciação

As investigações sobre o confronto entre a polícia e bandidos fortemente armados, que estavam dentro de um carro forte, na tarde de sexta-feira (7), tentando fugir pela fronteira do Paraguai e culminou com a morte de um inocente, prosseguem a todo vapor. O foco é descobrir a origem da arma Mag Calibre 762, metralhadora de origem Belga, para se chegar até os autores do crime.

A princípio, se investiga a possiblidade do trio estar envolvido com o PCC (Primeiro Comando da Capital), mas ainda, não há informações oficiais. “Recebemos vários informes que sim, estamos procurando concretizar as investigações, antes de divulgar de forma precisa. Estamos focados na procedência do armamento e do carro forte”, destacou o delegado da 2ª Delegacia de Polícia, Patrick Linares.

Patrick adiantou que já entrou em contato com o fiscal do Paraguai, que seria uma espécie de delegado responsável pela investigação naquele país. “Estamos levantando a origem do carro forte para juntarmos elementos ao inquérito. Parece que a procedência do armamento é do exército ou Gendarmeria (Polícia Militar Argentina). Estamos verificando como a arma saiu de lá e quem passou”, destacou o delegado.

Na cena do crime foram encontradas mais de 100 munições do armamento em questão, que pesa 10,8 kg, de funcionamento automático e alcance máximo de 3,8 mil metros. A Mag usada pelos bandidos foi deixada durante a fuga. Diante disso, polícia brasileira acredita que os criminosos são os responsáveis pela morte de Hugo Gabriel Silva da Silva, de 17 anos. O jovem transitava em uma motocicleta nas redondezas no momento do confronto, e acabou morrendo com uma bala perdida.

“Parece que foi com tiro de fuzil. Conforme o perito criminal, pela direção do bala, que entrou pela nuca e saiu na frente da cabeça. Em razão da potência, é possível deduzir que tenha sido de arma de grosso calibre. Ao que tudo indica, seriam os criminosos e não os policiais do Paraguai”, explicou Patrick Linares.

Conforme a dinâmica do crime, os indícios são fortes e apontam que os bandidos seriam os reponsáveis pelo óbito, mesmo sem o laudo técnico da perícia. A previsão é que o relatório seja concluído em até 10 dias, de acordo com a demanda.