Ana Paula, de 24 anos, sobrinha do empresário Adriano Correia, de 33 anos, morto a tiros no último sábado (31), pelo policial rodoviário federal, Ricardo Hyun Su Moon, de 46 anos, relata que a família tenta se recompor depois da tragédia. Abalados, a mãe de Adriano tenta retornar aos trabalhos e reabrir o restaurante, a qual era administrado pelo empresário.
A sobrinha contou ao TopMídiaNews, que Adriano era uma pessoa 'bondosa' e que ajudou toda a família, após ter sucesso nos negócios, sendo um dos primeiros a instalar na Capital, o rodízio de sushi, hoje tradicional em Campo Grande. Adriano era dono de uma das marcas mais conhecida da cidade, o Sushi Express.
Revoltada com a soltura do policial, a sobrinha relata que a família se organiza para fazer uma manifestação, na próxima semana, para não deixar que o autor saia impune. "Nós estamos organizando uma manifestação, vamos decidir o local, estamos confeccionando camisetas, para que a gente não deixe passar esse crime de forma impune".
E ainda relata que a versão prestada pelo policial à polícia não condiz com a realidade. "O que ele disse não é a versão que bate com quem estava com o meu tio ou das pessoas que viram. Mas por ele [o policial] ser superior foi solto. Mas eu acredito que este caso vai chegar até a Justiça. Meu tio era muito conhecido e devido a repercussão que deu, inclusive nacional, ele não vai ficar impune".
Tragédia
Ana Paula conta que sempre teve afinidade com o tio. "Ele era uma pessoa maravilhosa. Cada um da minha família tinha um pouquinho dele. Pra mim, ele era um pai, irmão, amigo. Realmente, estou sem chão! Quando precisava, ele ligava pra mim ou eu pra ele. O meu tio era a união da família, não deixava ninguém brigar".
E comenta que toda a família está bastante abalada. "A minha avó, que morava com ele, também está sofrendo muito, mas está lutando e deve voltar as atividades e reabrir o restaurante. Estamos passando por uma situação muito difícil".
A jovem ainda conta, que a família estava se recuperando da perda do pai de Adriano, que morreu na véspera de Natal, há um determinado tempo, e que agora, neste final de ano, se preparavam para ter um novo recomeço.
"Ele era ligado muito à minha família, ele já tinha passado o Natal em casa, e já tinha falado que iria passar o ano novo conosco. Disse que era para a minha avó deixar todas as coisas prontas, que depois que ele acordasse, pegaria e viria para a minha casa. Seria um novo recomeço pra nós. Mas agora, não tenho palavras para descrever o que estamos sofrendo", diz.
E se diz indignada em relação a forma como o tio morreu. "Meu tio morreu pior que bandido, sendo que hoje, ninguém mais morre assim como foi com ele. O policial foi solto, porque a Justiça disse que ele tinha emprego e residência fixa. Pois bem, o meu tio também tinha as mesmas coisas, só que com um diferencial, hoje ele não está mais aqui".
Por fim, lamenta. "Eu tinha convidado meu tio para ir para praia, no primeiro momento, ele disse que iria. Mas depois, em função dos negócios, ele não pode ir. Se tivesse ido, isso não teria acontecido. E não procurei saber desse policial porque me dá muita raiva. Mas esse lixo tem que pagar. Se não for por aqui, vai ser por Deus".
Ação
Ana Paula explicou à reportagem, que a família deve ingressar com uma ação judicial contra o polícia rodoviário federal, porém, o advogado por não ser criminalista, deve impetrar ação, em conjunto com a Ordem dos Advogados do Brasil, Seccional de Mato Grosso do Sul.
"Então, por enquanto, nós ainda não sabemos como isso será feito", finaliza.








