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Polícia

Militar que matou esposa e amante diz estar arrependido

Esposa do corretor de imóveis teria enviado cópias de conversas entre os amantes ao policial militar ambiental

12 outubro 2019 - 14h19Por Da redação/JP News

O policial militar ambiental que matou a esposa e o susposto amante dela, no início em deste mês, disse que está arrependido. Regianni Araújo, de 32 anos, e Fernando Henrique Freitas, 31, foram mortos a tiros por Lúcio Roberto Queiroz Silva. O acusado recebeu da esposa de Fernando cópias de conversas que revelariam a suposta traição.

O militar ficou ficou três dias foragido na zona rural da região e, em depoimento, disse à delegada Eva Maira Cogo que foi à casa da sogra do corretor de imóveis para “tirar satisfação”. A oitiva durou três horas e ele foi levado para o presídio militar de Campo Grande, na terça-feira (8).

Lúcio disse que Fernando tentou agredi-lo durante a conversa. “Temos testemunhas e imagens de câmaras de segurança que mostram que ele desce do carro com a arma em punho”, disse a delegada. Na discussão, Lúcio teria exigido o celular onde estariam as mensagens originais com a mulher e Fernando é assassinado logo em seguida.

“Esta é a versão apurada até agora”, acrescentou a delegada. Após o crime, o militar fez duas ligações e foi para a casa dos pais, onde estaria a esposa e um dos filhos do casal. O pai dele chegou a tentar impedir que ele atire na mulher. “O filho do casal estava na sala e viu o pai chegar com a arma em punho”, frisou. Lúcio fugiu após executar Regianni.

Capturas de tela

A viúva corretor de imóveis, que teria mandando as cópias de mensagens entre o esposo e Regianni, já foi ouvida e apresentou os prints que teria enviado ao acusado. “A princípio não há participação dela com a finalidade da morte destas vítimas, o que há é que ela descobre a traição e indignada encaminha para o autor dos crimes. Ela fala para ele então que o casamento acabou e ele teria dito no telefone que o dele também teria acabado”, frisou a delegada.

Defesa

De acordo com o advogado responsável pela defesa do policial, José Roberto Rodrigues da Rosa, o cliente disse que foi informado da traição de forma rápida e sorrateira, o que teria levado ele a perder a cabeça. “Uma esposa que ele amava. Mãe do filho dele e infelizmente acabou resultando nisso. Ele foi instigado nesta situação e foi surpreendido pelas mensagens de traição. Isso pegou realmente ele de surpresa”, justificou.

O advogado ainda ressaltou que não pode divulgar mais detalhes para não atrapalhar a investigação. O trabalho da defesa será no sentido de monitorar e acompanhar os depoimentos. No momento não será pedida a liberdade de Lúcio, pois José Roberto disse entender que a prisão serve para investigação e, depois de 30 dias, se a prisão virar preventiva e a delegada concluir os autos do inquérito, será verificada qual a linha posterior. “Tudo vai depender do que a investigação levar para os autos”, afirmou.

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