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Polícia

Morador de Campo Grande é levado para depor em 2ª fase da Operação Research

Na primeira fase, cinco pessoas foram presas em MS por atuar como 'laranjas' da fraude

03 março 2017 - 16h45Por Thiago de Souza

Um homem de Campo Grande, que não teve a identidade revelada, foi alvo da 2ª fase da Operação Research, da Polícia Federal, que investiga o desvio de recursos públicos da UFPR (Universidade Federal do Paraná). Segundo a polícia, o dinheiro era aplicado para pesquisa científica de supostos bolsistas, mas os suspeitos não tinham nenhum vínculo com a universidade e eram apenas 'laranjas conscientes' dos chefes do esquema.

A Operação foi deflagrada nas primeiras horas desta sexta-feira (3) e os alvos de prisão temporária foram parentes de Conceição Abadia de Abreu Mendonça, chefe da Unidade de Orçamento e Finanças da Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (PRPPG), e de Tânia Marcia Catapan, ex-secretária administrativa do gabinete da PRPPG. Duas filhas de Tânia foram presas nesta sexta. 

Na Capital, foi cumprido um mandado de condução coercitiva. O suspeito foi levado para prestar depoimento na sede da PF e liberado posteriormente. Dos cinco mandados de prisão temporárias, dois são contra Gisele e Maria Áurea. Um terceiro é contra o marido de Gisele, e outros dois contra filhas de Tânia. Eles estão detidos na carceragem da Polícia Federal (PF), em Curitiba.

Nesta fase, cerca de 50 Policiais Federais e servidores do Tribunal de Contas da União e Controladoria-Geral cumpriram ainda seis mandados de busca e apreensão, cinco de prisão temporária e oito de condução coercitiva em Curitiba (PR), Sorocaba (SP) e Erechim (RS). Três conduções foram contra supostos bolsistas antes desconhecidos da investigação.

1ª fase

Na primeira fase da operação, no dia 15 de fevereiro, cinco pessoas foram presas em Mato Grosso do Sul, sendo quatro em Campo Grande e uma em Maracaju. Entre elas, uma mãe e dois filhos, atuavam como 'laranjas' do esquema, onde teriam recebido R$ 1,6 milhão, mas devolvido a maior parte para as controladoras do esquema, que moram e atuam no Paraná.

Segundo a Polícia Federal, os presos que são do núcleo fora do Paraná, tem algum vínculo familiar com as cabeças do esquema, por isso o juíz federal que determinou as prisões nesta segunda fase chamou o esquema de 'empresa familiar'.

Durante a primeira fase, 28 pessoas foram presas, sendo que 26 foram soltas dois dias depois. Permanecem presas, desde a primeira fase, Tânia Márcia Catapan, e Conceição Abadia de Abreu Mendonça.