Na manhã desta segunda-feira (20), cerca de 400 detentas do Presídio Feminino Irmã Irma Zorzi, localizado na rua Uruguaiana, no Bairro Coronel Antonino, se rebelaram após suspeitarem que uma de suas companheiras amanheceu morta.
A detenta Leda Barbosa Loredo, de 36 anos que cumpria pena por assassinato, teria passado mal na tarde de ontem (19), sendo encaminhada para o posto de saúde para receber atendimento e retornado em seguida para a unidade prisional. Mas quando foi hoje, por volta das 6 horas, as companheiras de cela perceberam que Leda não acordava e acharam que ela havia piorado e que estava morta, com isso começaram a reivindicar dentro da cela.
Foram cerca de duas horas de muita tensão, até que as detentas fossem contidas e Leda pudesse ser encaminhada para a Unidade de Pronto Atendimento do Coronel Antonino, pelo Corpo de Bombeiros. Mas quando deu entrada na UPA, já estava sem vida.
Na ação, que contou com o apoio da Polícia Civil, Militar e da Tropa de Choque, duas internas tentaram fugir, sendo que uma foi capturada nas redondezas e outras três passaram mal devido a fumaça da bomba de efeito moral que foi utilizada pela tropa de choque. Todas já voltaram à unidade, após atendimento médico no Posto de Saúde do Coronel Antonino.
A rebelião foi contida e segundo o Tenente do Corpo de Bombeiros Vinícius Barbosa, o mal súbito que as detentas sofreram pode ter sido ocasionado pela situação de tensão que estava lá dentro.

Agora, cerca de 25 policiais da tropa de choque encontram-se dentro do presídio, fazendo a revista e colocando as internas nas celas.
"Vamos permanecer apostos até que o procedimento da Tropa de Choque termine e as detentas estejam todas dentro das celas", comentou o tenente.
O local próximo ao presídio foi interditado e viaturas da Polícia Civil e da Tropa de Choque permanecem para fazer a segurança do perímetro.







