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Polícia

Mato Grosso do Sul já 'descobriu' três assassinos em série nos últimos 12 anos

Mulheres, usuários de drogas e idosos que moravam sozinhos estavam entre as vítimas

31 maio 2020 - 07h00Por Rayani Santa Cruz

Dyonathan Celestrino, 28 anos, que ficou conhecido como “Maníaco da Cruz”, foi o primeiro assassino em série de Mato Grosso do Sul a ser descoberto, em 2008, após uma série de homicídios em Rio Brilhante. 

Ele começou os assassinatos aos 16 anos, e matou três pessoas. Entre elas, o pedreiro Catalino Gardena, 33 anos, a frentista Letícia Neves de Oliveira de 22 anos, e a estudante Gleice Kelly da Silva, 13 anos. Todos eles foram estrangulados ou esfaqueados e tiveram os corpos deixados nu e em posição de crucificação. 

(Dyonathan Celestrino, o Maníaco da Cruz. Foto: Divulgação PC/Internet)

A Polícia Civil chegou até ele após encontrar mensagens trocadas no antigo Orkut. Em sua defesa o Maníaco da Cruz, disse que as vítimas não seguiam “preceitos de Deus”. Depois de ficar na Unei de Ponta Porã, ele foi transferido para a Penitenciária de Segurança Máxima de Campo Grande. 

Nando, o serial “Justiceiro”

Luiz Alves Martins Filho, 52 anos, o Nando, queria ser o “Justiceiro” do bairro Danúbio Azul, em Campo Grande. Ele foi condenado a cumprir mais de 175 anos de prisão por uma série de assassinatos na região.

Os crimes vieram à tona em novembro de 2016. Ele buscava matar quem, em sua visão, “causava alguma espécie de problema ou risco” aos moradores do bairro. 

Nando foi responsável pela morte de pelo menos 16 pessoas, e os corpos eram enterrados no Jardim Veraneio. Nando comandava um grupo e punia as vítimas entre usuários de drogas, responsáveis por pequenos furtos a morte.

(Luiz Alves Martins Filho, o Nando, no cemitério clandestino. Foto: Divulgação PC)

Ele armava uma emboscada, estrangulava as vítimas e as enterrava de cabeça para baixo. As vítimas desapareciam e a familiares não tinham ideia do ocorrido. Nando, assim, como o Maníaco da Cruz confessou os crimes e indicou o lugar onde estavam os corpos. 

Entre as vítimas estão: Bruno Santos da Silva, Daniel Gomes de Souza, Alemão, Ariel Fernando Garcia Lima, Daniel Oliveira Barros, Jheniffer Luana Lopes, Flavio Soares Correa, Eduardo Dias Lima, Aline Farias da Silva, Café, Alex Alves da Silva, Rogério Cesar de Brito, Ana Claudia Marques, Jheniffer Lima da Silva, Ivanildo Albertoni da Costa, Lessandro Waldonado de Souza e Aparecida Adriana da Costa.

Bens cobiçados

Cleber de Souza Carvalho, 43 anos, foi descoberto após assassinar José Leonel Ferreira, 61 anos na Vila Nasser e enterrar o corpo no quintal da vítima. Ele cometeu uma série de assassinatos e o perfil das vítimas era: pessoa idosa, morava só, família distante e tinha casa ou moto cobiçados pelo criminoso confesso, em Campo Grande. 

Até agora são sete os corpos encontrados, todos de homens, enterrados em terreno ou dentro de residências. 

Vítimas

A primeira vítima de Cléber a ser encontrada pela polícia foi José Leonel Ferreira, 61 anos. O assassino cobiçou a casa dele, na Vila Nasser, e aproveitou uma suposta ausência de parentes para matá-lo e se apossar da residência. Com a ajuda da filha, Cléber desovou o cadáver no fundo da casa.   

Após isso, ele confessou e a polícia encontrou os corpos de José Jesus de Souza, Claudionor Longo Xavier, Flávio Pereira Cece, Timótio Pontes Roman, Hélio Taira, e Roberto Geraldo Clariano.

(Cleber de Souza Carvalho mostrando o lugar onde estava os corpos. Foto: Wesley Ortiz)

Roberto, o último corpo a ser encontrado, tinha 48 anos e estava desaparecido desde junho de 2018. Ele fora contratado por Cléber para trabalhar em uma obra, em um terreno no Recanto dos Pássaros. 
No entanto, conforme relato do assassino, os dois se desentenderam e Cléber o assassino com uma paulada na cabeça e depois o enterrou no mesmo local. 

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