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Polícia

'Novo cangaço', que aterrorizou moradores em assaltos a bancos no Sul, já foi comum em MS

Em 2016, em Sonora, quadrilha fez moradores refém; Alcinópolis também já registrou ataques semelhantes

05 dezembro 2020 - 07h00Por Nathalia Pelzl

Dezembro mal começou e já está assustando os brasileiros, isso porque, em dois dias, moradores de Criciúma, no Sul de Santa Catarina, e Cametá, no Pará, viveram momentos de terror na mão de criminosos.

Nos locais citados acima, quadrilhas fizeram ataques aos bancos dos municípios com armas de grosso calibre. Inclusive, a quadrilha que atacou Cametá também usou reféns como escudos para se locomover pelas ruas da cidade. 

As pessoas foram capturadas em bares. Os criminosos atiraram para cima durante mais de uma hora. O grupo usou armas de alto calibre e explosivos.

Em Mato Grosso do Sul, de 2010 a 2017, cenas como essas foram registradas. Algumas cidades do Estado, como Alcinópolis, chegaram a fechar as portas das agências bancarias após três assaltos do estilo ‘novo cangaço’ no ano. 

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Outro caso marcante ocorreu em 2016, com o apoio de equipes do Mato Grosso e Goiás, policiais civis do Garras (Delegacia Especializada de Repressão a Roubos a Banco, Assaltos e Sequestros) prenderam homens de associação criminosa especializada em roubo a bancos. 

O grupo cometeu o crime em uma agência do Banco do Brasil no dia 18 de abril de 2016, na cidade de Sonora. Os criminosos explodiram paredes e o cofre principal, levando R$ 795.502,00 mil e deixando prejuízo estrutural de R$ 1 milhão.

O crime

Os detidos participavam da associação criminosa denominada ‘Novo Cangaço’, conhecida na região norte e nordeste. Em Sonora, os grupos se organizaram em frente às delegacias, da agência bancária e na Avenida Marcelo Miranda Soares, saída de Sonora para Cuiabá, munidos de armamento pesado, como fuzis 5,56 mm, submetralhadora 9mm, escopetas calibre 12 e pistolas .40, sempre com coletes à prova de balas e blusas pretas.

Em plena luz do dia, durante a tarde, os homens atiravam contra a polícia e barravam os agentes de saírem da cidade, enquanto parte do grupo entrava na agência para efetuar as explosões e concluir o roubo.

A cidade dá acesso a Cuiabá e é vizinha de Coxim, mas o bloqueio da Avenida não permitiu auxílio de policiais do município.

No dia do crime, três pessoas foram feitas de reféns, durou 40 minutos. Alguns dos carros ficavam escondidos em canaviais próximos ao local, para facilitar a fuga.