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Polícia

28/08/2025 19:11

Mulheres foram até casa onde Érica morreu, mas a deixaram no local mesmo após pedido de socorro

Testemunhas afirmam que Érica relatou ter sido agredida, mas preferiu esperar a chegada da polícia

A Polícia colheu o depoimento de uma garota de programa e de sua suposta cafetina, que confirmaram ter estado na casa do suspeito de matar Érica Regina Moreira Motta, de 46 anos, na noite desta quarta-feira (27), na cidade de Bataguassu.

Elas disseram que estiveram na casa do suspeito durante a tarde do crime. Relataram ter recebido uma ligação da própria Érica, pedindo ajuda porque havia sido agredida e não conseguia sair. No entanto, ao chegarem ao local, ouviram da vítima que aguardava a chegada da polícia.

Vagner Aurélio Fernandes dos Santos, de 59 anos, matou Érica a facadas. Antes de morrer, a vítima ficou por pelo menos dois dias trancada na residência de Vagner.

Uma testemunha contou que, desde segunda-feira (25), ouvia barulhos de brigas, gemidos e pedidos de socorro vindos da casa, localizada na Rua Izaque Cardoso, no bairro Jardim Real. Para ela, a vítima estava em situação de cárcere privado, impedida de sair do local.

Outra vizinha ajudou a Polícia Militar a descobrir o crime. Ela ligou para o 190 após ver o suspeito, ensanguentado, arremessar uma faca para dentro de seu quintal antes de fugir.

Quando os policiais chegaram à casa, encontraram o portão trancado e precisaram arrombar a porta. Dentro da sala, Érica estava caída em uma poltrona, já sem vida, com ao menos seis perfurações de faca.

Vagner foi preso na rodoviária de Bataguassu, enquanto comia um salgado e bebia cerveja. Ele ainda usava roupas manchadas de sangue e apresentava ferimentos. Foi preso em flagrante pelos crimes de feminicídio e cárcere privado, e teve a prisão preventiva decretada.

De acordo com o boletim da Polícia, a casa estava completamente revirada, com sinais de luta, segundo o laudo preliminar. O corpo da vítima foi recolhido para exame necroscópico pelo IML (Instituto Médico Legal). A faca usada no assassinato foi encontrada e apreendida.

A Polícia Civil investiga se o autor pode estar envolvido em outras tentativas de homicídio, já que, em depoimento, ele teria confessado ataques anteriores contra mulheres.

Este foi o primeiro feminicídio registrado em Bataguassu nos últimos dois anos e o 26º em Mato Grosso do Sul em 2025.

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