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Na ‘cara de pau’, venda de notas falsas em Campo Grande rola solta nas redes sociais

Criminosos agem explicitamente, vendem também cartões clonados e fazem até promoção

22 MAI 2019
Amanda Amaral
19h00min
Criminosos usam vídeos e fotos para comprovar 'qualidade' Foto: Reprodução

Se espalha na internet o comércio ilegal de cédulas falsas de dinheiro. Ainda que a ação criminosa não seja recente, tem aparecido com mais frequência em grupos de redes sociais em que os membros são de Campo Grande e põe em risco a economia local.

Só no grupo ‘Classificados Olx Campo Grande MS’ no Facebook, formada independentemente por usuários da rede social, foram encontrados dois destes anúncios em cerca de seis meses, não considerando publicações denunciadas e apagadas. Os vendedores costumam se manifestar através de perfis falsos, mas sempre garantem fechar negócio de forma bastante profissional.

Garantem, inclusive, que as notas são imunes ao ‘teste da caneta’, aparelho que comerciantes utilizam para testar a veracidade do dinheiro que circula. Em fotos e vídeos, negociadores até indicam que as cédulas de mentira possuem relevo e marcas d'água, medidas de segurança do Banco Central do Brasil para evitar a fraude. 

A sensação de impunidade dos golpistas é explícita no tom dos anúncios, que têm até mesmo ‘promoção de fim de ano’ (imagem da capa). “Cédulas de qualidades tops. Nois trampa pelo certo galera. Via Sedex rápido e seguro pra vários lugar do Brasil, total sigilo, 1 a 3 dias úteis [sic]", diz uma das postagens.

A lei brasileira determina que a falsificação de dinheiro é crime com pena que vai de três anos até 12 anos de prisão, além de multa. Quem recebe uma nota falsa de boa-fé, descobre que o dinheiro não vale e o repassa também pode ser penalizado em prisão que vai de seis meses a dois anos.

A reportagem do TopMídiaNews entrou em contato com a Polícia Federal para saber se há uma nova onda de criminosos no ramo, e também para saber o número de casos identificados em 2019 em Mato Grosso do Sul, mas não recebeu resposta até a publicação desta matéria.

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