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Polícia

Namorado tortura mãe e enteada de dois anos no Jardim Bálsamo

Mostruosidade

30 outubro 2013 - 13h00Por Carlos Guessy

O crime que chocou os campo-grandenses e até mesmo a polícia, parece filme de terror, mas é pura realidade. O principal suspeito foi identificado como Jones Alberto Gomes Correa, 21 anos. "Ele alegou estar irritado com os constantes choros da bebê, por isso cometia as torturas contra a menina de 2 anos e 4 meses, além da mãe da criança", revelou o delegado DPCA, Paulo Sérgio Lauretto, responsável pelas investigações.

Para maltratar a bebê, Jones chegou a colocá-la dentro da máquina de lavar com água e ligar o eletrodoméstico, para desespero da mãe que assistiu a cena sem poder defender a filha.

O delegado disse que a jovem está muito fragilizada com tudo que aconteceu. "A mãe sofreu espancamentos e até uma facada na mão. As cenas de sofrimento começaram quando ela foi para a casa do namorado na última terça-feira (22) e levou a bebê.

Já no outro dia ele começou a se incomodar com as bagunças da criança e iniciou as agressões. “Foi quando a mãe disse que iria embora e ele a ameaçou de morte. Na sexta, a menina falou que conseguiu convencer ele a deixar a criança com a mãe, quando ela não o denunciou por medo. No domingo, porém, enviou a mensagem a um amigo e o crime foi descoberto”, disse Lauretto.

A tortura e as agressões são reincidentes no caso do suspeito Jones. Segundo o delegado, quando adolescente, o jovem de 21 anos cometeu duas infrações semelhantes, porém contra familiares.

“A menina estava visivelmente machucada, com lesões nos braços, pernas e até na testa. Ao ver a neta naquela situação, a avó a levou para um posto de saúde e foi orientada para registrar imediatamente um boletim de ocorrência”, explicou o delegado da Dpca.

A bebê foi examinada e foi descartada a violência sexual. O homem foi preso por manter a mãe em cárcere privado e vai ser indiciado por tortura e cárcere privado.

O rapaz está preso na Derf (Delegacia Especializada de Repressão a Roubos e Furtos) e será levado para a DPCA (Delegacia de Proteção a Criança e ao Adolescente) para prestar esclarecimentos. A Polícia Civil espera que em 10 dias o inquérito esteja concluído.

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