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Investigação

há 1 semana

Netos de Ueze Zahran entram no radar da Polícia Civil em operação contra fraudes financeiras (vídeo)

Operação "Castelo de Cartas" cumpriu mandados em Campo Grande no segundo dia de ações

Os netos do empresário Ueze Zahran são investigados na Operação “Castelo de Cartas”, que apura um esquema de fraudes financeiras baseado em falsas promessas de investimentos de alto rendimento. A primeira fase da operação começou em São José do Rio Preto e a segunda fase teve desdobramentos em Campo Grande, nesta quarta-feira (28).

Segundo a Polícia Civil, os dois irmãos, Gabriel Gandi Zahran Georges e Camilo Gandi Zahran Georges, ligados à família Zahran, são apontados como os principais articuladores do esquema. Embora façam parte de uma família proprietária de um grupo empresarial legítimo do setor de energia e gás, os investigados não integram a administração das empresas. Ainda assim, conforme as apurações, teriam explorado essa ligação familiar para criar uma falsa aparência de credibilidade e atrair empresários interessados em investimentos com retorno elevado.

As investigações são conduzidas pela DEIC/DEINTER 5, por meio da 1ª Delegacia de Investigações Gerais de São José do Rio Preto, e tiveram início em abril de 2025. De acordo com o delegado Fernando Tedde, chefe da DEIC no município paulista, o discurso utilizado para captar recursos era o de aplicações financeiras legítimas, sustentadas por empresas que, na prática, não possuíam atividade econômica real.

Até o momento, há registros formais de vítimas em diferentes regiões do país, com prejuízos considerados milionários. A Polícia Civil não descarta que o número de vítimas aumente à medida que a operação ganhe repercussão e novos investidores procurem as autoridades.

A primeira fase da operação foi deflagrada na última segunda-feira (26), com cumprimento de mandados em condomínios de alto padrão em São José do Rio Preto. Na ocasião, foram apreendidos dez veículos de luxo, sendo BMW, Mercedes-Benz, Audi Q7, Toyota Hilux e Jeep, além de armas de fogo municiadas, joias, relógios de alto valor, dinheiro em espécie, cheques e notas promissórias. O valor estimado dos bens supera R$ 1,75 milhão.

Um dos irmãos prestou depoimento à polícia sem mandado de prisão. O outro teve a prisão decretada pela Justiça, mas não foi localizado e é considerado foragido. Ambos são investigados pelos crimes de estelionato comum e estelionato eletrônico, modalidade caracterizada como fraude digital.

Vídeo: Diário Rodrigo de Lima

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