Está sendo realizada na manhã desta terça-feira (23), na unidade II do frigorífico JBS Friboi, localizada na BR-060, na saída para Sidrolândia, em Campo Grande, a incineração de mais de 37 toneladas de diversas drogas, realizada pela Polícia Civil de Mato Grosso do Sul, através da Denar (Delegacia Especializada de Repressão ao Narcotráfico).
O delegado titular da Denar, Rodrigo Yassaka informou que o grande número de apreensão de drogas demonstra que a polícia está atuante no combate ao tráfico. "De 2013 a 2014 foram incineradas 220 toneladas de cocaína, maconha e derivados. Em um encontro de gestores que participei, recentemente, percebemos que em todas as investigações Mato Grosso do Sul acaba sendo envolvido, já que o nosso estado é rota do tráfico. Por isso, operações conjuntas são importantes e estão funcionando. A polícia está em constante capacitação e atuação", contou Yassaka.

De acordo com o diretor da Acadepol (Academia de Polícia Civil) Waldir Carlos Ide, na solenidade estão presentes 425 alunos da academia de polícia, entre investigadores, escrivães e peritos. "Esses alunos vão se formar em meados do mês de novembro para atuarem em todo o Mato Grosso do Sul, principalmente, no interior. É importante unir a teoria com a prática. Para quem ingressa na academia, é interessante saber qual é o destino final das drogas, porque muitos deles vão trabalhar com a própria apreensão e não terão esse contato final", ressalta Waldir.

Diretor da Acadepol Waldir Carlos Ide. Foto: Geovanni Gomes
Segundo o secretário de Estado de Justiça e Segurança Pública, Wantuir Jacini, esta é a quinta incineração só neste ano e a segunda realizada pela Denar. No primeiro semestre de 2014, já foram incineradas 140 toneladas de drogas, o que demonstra o trabalho eficaz da polícia. "Aumentou o tráfico de drogas no Estado porque aumentou a quantidade de países produtores. Mas uma preocupação constante é o combate, porque o tráfico é um prejuízo para a sociedade, em geral", disse.

Foto: Geovanni Gomes
Wantuir ainda alerta a população a respeito do consumo da maconha. "A maconha é uma droga que atinge todas as funções do cérebro de forma lentamente, mas atinge de forma generalizada, enquanto que a cocaíne destrói em partes. Nosso objetivo é dar prejuízo ao crime organizado" , finaliza o secretário.







