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'Nunca recebi ameaças e PM não fazia minha segurança', diz DJ sobre policial morto no Paraguai

Músico nega saber sobre o caso ou ter qualquer envolvimento

3 SET 2016
Thiago de Souza
09h25min
PM foi executado com 14 tiros em frente a hotel no Paraguay

"Em nenhum momento o contratei como segurança pessoal". Essas são as palavras do DJ de 33 anos, identificado pelas iniciais DLP, e se referem ao amigo Douglas Danilo Vitória Duarte, 34 anos, policial militar morto com 14 tiros de pistola 9 milímetros, na noite do dia 27 de agosto, em Pedro Juan Caballero, no Paraguai. O crime está sendo investigado pelas autoridades paraguaias.  O músico, que falou com exclusividade ao TopMidiaNews, contesta as informações de que o PM estaria fazendo sua segurança no evento. 

Graduado em publicidade e propaganda, DLP contou que tem dez anos de carreira e essa seria sua primeira apresentação no Paraguai. Um dos mais requisitados na noite campo-grandense, ele ia tocar na festa de 3 anos de aniversário de uma boate na cidade paraguaia. 

O DJ lembra que chegou à cidade, acompanhado da namorada e um casal de amigos no mesmo carro. Disse que foi direto ao hotel às 21h30, teria encontrado o amigo policial, que também estaria com o grupo, mas em carro separado e junto de uma amiga. 

O músico conta que nesse momento desceu até a recepção e atravessou a rua, onde recebeu fãs e amigos e conversou sobre questões contratuais do show que faria mais tarde. 

''As câmeras de segurança podem provar que ele não fazia minha segurança, já que andei sozinho fora do hotel a todo momento", alegou o DJ.  

O artista reclama de informações inverídicas divulgadas a seu respeito e diz que por ser músico e o amigo policial, as pessoas presumiram que a vítima estaria fazendo sua segurança. Ele também contou que não possui ficha criminal, nunca recebeu ameaças e jamais teve relacionamento com mulheres de criminosos  

''Tudo o que saiu a meu respeito foi baseado em boatos. No meu depoimento não tem nada disso", reclamou. Em seu relato, o músico não descarta a possibilidade do policial ter sido morto por engano, mas tem absoluta certeza de que não foi confundido com ele. ''É muito difícil alguém fazer confusão entre nós, ele pode até ter sido morto por engano, mas não por minha causa. Somos totalmente diferentes. Eu estava de barba, sou branco e vestia bermuda e camiseta de manga branca. Ele estava de camiseta regata, é moreno e não usa barba'', contou. "Não acredito na tese de engano, minha foto foi distribuída em flyers (panfletos de divulgação da festa) semanas antes do evento em toda a região", completou. 

O policial, que era de Campo Grande, saiu do hotel onde estava o grupo de seis amigos e foi até seu veículo modelo Hyundai, com placa da Capital para pegar um vidro de perfume, quando foi surpreendido por pistoleiros.

Os homens realizaram 14 disparos de pistola 9mm contra a vitima, que morreu na hora. O DJ conta que no momento dos disparos estava no sexto andar do hotel, tomando banho, e por isso não escutou os tiros. 

O DJ e demais testemunhas permaneceram retidos na seção de polícia paraguaia por mais de 15 horas até concluírem os depoimentos. A versão da família e amigos do policial é de que ele foi morto por engano. Ainda conforme amigos do policial, ele estava na hora e no local errado. 
Douglas era filho único e trabalhava no setor de fisioterapia da Policlínica do Jardim São Bento, na Capital.

Segundo informações da assessoria de imprensa da Sejusp (Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública), ele ingressou na PM em 2008 e tinha uma ficha exemplar considerado como boa conduta na carreira.

Sobre a motivação do crime, DLP não acredita que tenha ligação com narcotráfico. Nem que ele próprio seria a vítima. 

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