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Camara Maio

Operação Cavalo Doido: PF prende 'cabeça' de esquema de tráfico em Ponta Porã

Além de um dos chefes do esquema, mais três mandados de prisão foram cumpridos em MS

4 NOV 2016
Kerolyn Araújo
16h20min
Foto: Fabiane Dorta

A Polícia Federal prendeu na manhã desta sexta-feira (04), em Ponta Porã, um dos 'cabeças' do esquema de tráfico internacional de drogas. A prisão ocorreu durante a operação Cavalo Doido, desencadeada hoje pela PF. 

Conforme informações do site Dourados News, a Polícia Federal informou durante coletiva de imprensa realizada em Ponta Porã, que além da prisão do cabeça do grupo, que não teve o nome divulgado, outros três mandados de prisão foram cumpridos em Mato Grosso do Sul, sendo um deles na Penitenciária Estadual de Dourados (PED) e cinco conduções coercitivas.

De acordo com o delegado da Polícia Federal em Goiás e coordenador da operação em Mato Grosso do Sul, James Soliz, o modo de agir da quadrilha era o mesmo em todas as ações. Os veículos utilizados no tráfico eram depenados por dentro e carregado com maconha. A maior parte da droga era levada para Goiânia. "O modo da quadrilha agir era esse estilo ‘cavalo doido’, enchia o carro de entorpecentes e não respeitavam nada", explicou.

Durante a operação, que contou com auxílio da polícia paraguaia, várias plantações de maconhas foram destruídas no Paraguai.

Operação Cavalo Doido

A operação foi desencadeada na manhã desta sexta-feira (04) com o intuito de desmantelar uma quadrilha responsável pelo tráfico internacional de drogas. O bando entrava no Brasil por Pedro Juan Caballero com destino principal em Goiânia. 

Ao todo, serão cumpridos durante a operação 21 mandados de prisão preventiva, 11 mandados de prisão temporária, 15 conduções coercitivas e 34 mandados de busca e apreensão nos estados de Goiás, Pará, Distrito Federal e Mato Grosso do Sul.

De acordo com informações da PF, até o momento já foram apreendidas mais de 10 toneladas de droga, armas de grosso calibre e carros de luxo.

Modo de agir

O nome da operação diz respeito ao modo de transportar a droga. Os veículos utilizados tinham bancos e acessórios arrancados e todo o espaço era ocupado com grande quantidade de drogas, sem qualquer tipo de disfarce.

Carregado, o carro andava em grande velocidade, sem paradas e sem respeitar qualquer tipo de sinalização ou autoridades públicas. O objetivo era evitar perdas e chegar o mais rápido possível ao ponto onde o entorpecente seria vendido.

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