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Polícia

04/04/2014 08:07

Operação conjunta prende 21 pessoas por contrabando de cigarro em Mundo Novo

04/04/2014 às 08:07 |

Mariana Anunciação e Marcelo Villalba

Policiais federais da Operação Prometeu se reuniram para deflagrar a ação. (Foto:Albari Rosa/ Gazeta do Povo)

Policiais federais da Operação Prometeu se reuniram para deflagrar a ação. (Foto:Albari Rosa/ Gazeta do Povo)

Uma ação conjunta da Polícia Rodoviária Federal (PRF) com o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Mato Grosso do Sul culminou na prisão de vinte e uma pessoas envolvidas no contrabando de cigarro, armas, munições, medicamentos e eletrônicos nesta quinta-feira (03), em Mundo Novo (MS), localizado a cerca de 470 km de Campo Grande, na fronteira entre o Paraguai e Guaíra, no Oeste do Paraná.

De acordo com a PRF, quase 80% das apreensões de cigarros piratas em Mato Grosso do Sul acontecem por essa região, considerada porta de entrada para repassar o produto aos demais locais do país.

O estopim da operação aconteceu há sete meses, já que em julho de 2013, membros da quadrilha atearam fogo em dois veículos de policiais rodoviários no posto de controle em Mundo Novo. Era uma represália à apreensão de três carretas de cigarros ocorrida no mesmo dia, dando um prejuízo de R$ 1 milhão ao bando.

A PRF se empenhou para resolver o caso e as apreensões ocorreram desde então geraram mais R$ 10 milhões de prejuízos à organização criminosa, resultando na prisão de parte do grupo ontem (03).

Investigações

As ações da organização foram monitoradas pelo serviço de inteligência da PRF e do Gaeco. Além do trabalho rotineiro nos postos de fiscalização, a investigação durou mais de seis meses e a operação contou com dez integrantes do Gaeco, 160 policiais rodoviários federais de 15 estados, 55 viaturas, um helicóptero, dois ônibus para transporte dos presos e um ônibus de comando e controle operacional.


No decorrer das investigações, foi constatado que a quadrilha seguia uma hierarquia, com divisão de tarefas conforme o nível de importância dos seus integrantes. Para o promotor de Justiça e coordenador do Gaeco, Marcos Alex Vera de Oliveira, todos os detentos faziam parte da mesma quadrilha que tinha Mundo Novo como base, mas que irradiava seus negócios do contrabando para São Paulo, Paraná e Santa Catarina.


Três empresários de Mundo Novo foram flagrados como os operadores do contrabando de cigarro no lado brasileiro da fronteira e responsáveis pela falsificação de documentos públicos. Um deles foi preso na operação junto com o filho, mas os outros dois estão foragidos.

Os demais detidos ocupam cargos inferiores na hierarquia, sendo responsáveis por monitorar a atuação da polícia, além de ladrões de caminhões e carretas para serem usadas no transporte de cigarro e outras mercadorias ilegais que são introduzidas no Brasil pela fronteira com o Paraguai.

A operação foi deflagrada às 6h da manhã de ontem, com 28 mandados de prisão, mas a PRF e o Gaeco conseguiram cumprir apenas 16, porque 12 integrantes do grupo não foram localizados nos endereços residenciais. Em compensação, outros três integrantes da quadrilha que não tinham mandado de prisão acabaram sendo detidos por porte de armas e munições e dois já tinham sido presos anteriormente. Ao todo, foram apreendidos dez armas, 80 munições, uma carreta, seis radiocomunicadores, um carro, R$ 60,5 mil em dinheiro e um valor ainda não calculado em cheques.

Os presos foram encaminhados à delegacia de Polícia Civil de Naviraí escoltados por viaturas e helicóptero da PRF, após realizarem exame de corpo de delito.

 

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