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Polícia

Operação Teçá: policial preso é acusado de liberar passagem de caminhões recheados de cigarros em MS

Ele colaborava com a passagem de mais de 100 caminhões por dia em um posto de fiscalização da PRF de Rio Brilhante

08 agosto 2019 - 11h35Por Dany Nascimento

Um Policial Rodoviário Federal de Rio Brilhante, que não teve o nome revelado,  foi preso na operação Teçá, suspeito de colaborar com o contrabando de cigarros. De acordo com o Delegado Regional do Combate ao Crime Organizado, Fabricio Martins Rocha, as investigações apontam que o policial recebia a informação de que caminhões carregados passariam pelo local e, assim, deixava de realizar a fiscalização.

A ação colaborava com contrabando de quatro grupos criminosos. “Conforme foi apurado, passava mais de 100 caminhões carregados durante a prestação de serviço do servidor para a Polícia Rodoviária Federal. Vale destacar, que essa atitude é do ser humano e não um problema instalado na PRF, que foi uma das que mais realizaram prisões e apreensões no ano passado. Esse é um problema que pode acontecer dentro de qualquer instituição”.

Sobre a quantia que o policial recebia para deixar cargas contrabandeadas livres, Fabricio afirma que não possui essas informações. O policial trabalhou normalmente ontem (7) e foi preso nesta quinta-feira (8). Questionado sobre a possível participação de outros policiais na conduta ilícita, o delegado afirma que isso poderá ser alvo de uma segunda fase da operação.  

Conforme o Delegado, a operação Teçá cumpriu um total de 30 mandados de prisões, dos 40 que foram expedidos. “Tem casos de pessoas que já tinham mandado de prisão por conta de outras operações e tiveram novo mandado hoje. Então, essas pessoas já são foragidas e fica um pouco mais difícil para localizá-las. Tem pessoas que estão no Paraguai, tem pessoas que foram presas no Paraná, no Rio Grande do Norte”.

De acordo com o Corregedor Regional Substituto da PRF/MS, Luiz Eduardo Portugal, o policial preso terá um processo instaurado, que deve definir seu futuro. “Será investigado, no final ele pode sim ser demitido, esse é um dos caminhos. A PRF tem uma Corregedoria muito atuante para coibir essas condutas, no ano passado, os agentes apreenderam 38 milhões de cigarros contrabandeados”.

Vida de luxo

Em uma das casas, os policiais encontraram um total de R$ 37 mil em espécie, constatando que um dos presos levada vida luxuosa. “A maioria deles tentava não manter vida de luxo, até mesmo para não chamar atenção das autoridades. Apenas em uma casa que encontramos essa quantia em dinheiro. Foram cumpridos todos os mandados de busca e apreensão, apreendemos documentos, celulares, joias, munições de calibre 12. Nenhuma arma foi encontrada nos locais”, finaliza o Delegado Regional do Combate ao Crime Organizado.

Operação Teçá

A operação foi deflagrada com objetivo de desarticular Organizações Criminosas envolvidas com o delito de contrabando em Mato Grosso do Sul, Paraná e Rio Grande do Norte. Foram expedidas 73 ordens judiciais, pela 1ª Vara Federal de Naviraí, sendo 40 mandados de prisão preventiva e 33 mandados de busca e apreensão.

No total, 130 Policiais Federais participaram da operação. O Exército Brasileiro e a Corregedoria da Polícia Rodoviária Federal colaboram nas ações vinculadas à deflagração da Operação.

O nome da Operação "TEÇÁ" faz referência a 'estado de atenção, vigilância', no idioma guarani, em razão da grande rede de olheiros, mateiros e batedores utilizados pelas Organizações Criminosas, os quais monitoravam diuturnamente as atividades dos órgãos de fiscalização.