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Quarta vítima: ossada de mulher de 37 anos é encontrada na Chácara dos Poderes

Adolescente apreendido está apontando locais onde corpos foram enterrados de cabeça para baixo

22 NOV 2016
Amanda Amaral e Kerolyn Araújo
16h40min
Foto: Kerolyn Araújo

A Polícia Civil encontrou mais restos mortais no local que já é denominado de ‘cemitério do tráfico’, em Campo Grande, desta vez de uma mulher de 37 anos. As equipes de investigação seguem na região da Chácara dos Poderes, onde três outras ossadas já foram encontradas e contam com o auxílio de um adolescente, sem idade confirmada, que teria relação com os crimes, praticados como acerto de contas no tráfico de drogas.

Conforme a delegada titular Deaij (Delegacia Especializada de Atendimento à Infância e Juventude), Aline Gonçalves Sinnott Lopes, o corpo da mulher estava em estado mais conservado que os demais encontrados, apresentando ainda parte de tecidos e músculos. Da mesma forma que as outras vítimas, a mulher foi enterrada de cabeça para baixo.

A operação de busca segue durante a tarde desta terça-feira (22), com a suspeita de que haja outro corpo nas proximidades. Para encontrar os corpos, a polícia tem utilizado uma retroescavadeira.

Esquema de exploração sexual

Integrantes de um grupo responsável pela exploração sexual e tráfico de drogas no bairro Danúbio Azul, região norte da Capital, foram presos em uma operação realizada pela Polícia Civil, através de parceria entre a Deaij e a Delegacia Especializada de Repressão ao Crime de Homicídio.

De acordo com a investigação, Luiz Alves Martins Filho vulgo "Nando" era responsável por matar as vítimas, enterrando as mesmas de cabeça para baixo. Conforme a delegada, a suspeita inicial era que existam 10 pessoas desaparecidas e agora, os policiais trabalham com a possibilidade de 11.

Luiz Alves Martins Filho, Diego Vieira Martins, Rudy Pereira da Silva, Geová Ferreira Ovasco vulgo "Vasco", Geová Ferreira Lima Filho, Ariane de Souza Gonçalves, Andréia Conceição Pereira e Wagner Vieira Garcia foram presos acusados de realizar a 'Exploração da Miséria", já que agiam com o objetivo de aliciar dependentes químicos, que possuem situação financeira baixa. 

Cada membro do grupo tinha uma função, Luiz foi apontado como o 'chefão' da rede. Já Ariane era responsável por aliciar os adolescentes, que se dividiam entre homens e mulheres. A rede de exploração existia há 3 anos e "contratava" adolescentes para se prostituir em troca de pasta base.

A polícia chegou até o grupo após a morte de Leandro Aparecido Ferreira, conhecido como 'Leleco', em setembro deste ano, já que o irmão de Leandro desconfiou do crime e comunicou os policiais.

Com o grupo, a polícia efetuou três prisões em flagrante, pois encontrou drogas na casa dos familiares de Wagner, 70 galos utilizados para rixa na casa de Rudy e uma arma de fogo na casa de Luiz.  Segundo a delegada, a polícia demorou para chegar até os autores do crime, já que a população se manteve calada por ter medo dos suspeitos, considerados perigosos na região.

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