Bastante abalado, o pai da pequena Emanuelly Victoria Souza Moura, de apenas 6 anos, conversou com a imprensa mais uma vez durante a última despedida à filha, que foi sepultada na manhã desta sexta-feira (29), em Campo Grande. Ela foi assassinada após ser sequestrada e estuprada por um amigo da família identificado como Marcos Willian Timóteo, o ‘Gordinho’.
Durante a entrevista, ele detalhou que o sentimento de justiça não foi feito, mesmo com a morte do suspeito, pois a forma que ele morreu não se compara a crueldade feita com a menina.
“Não conseguimos engolir, é como se ele estivesse por aí solto, procurando uma nova vítima. Familiares contaram que ele vivia pulando de 'galho em galho', sempre mudando como se estivesse tentando se esconder para comer crimes”, afirmou Devid Bernardes.
Ao lembrar a filha, ele se emocionou e começou a chorar, detalhando a falta que ‘Manu’ vai fazer na rotina do dia a dia. “Ela era querida, muito amada. Vamos sentir muita falta dela. A Emanuelly era muito feliz, alegre, brincalhona, muito apegada em mim. Levava ela para passear, pro shopping. Tudo que eu posso fazer pelas minhas filhas, eu faço”, comentou o pai.
Questionado a respeito da forma que a menina seguiu o suspeito da Vila Taquarussu até a Vila Carvalho, Devid contou que essa não era uma situação comum. Por conta disso, acredita que a menor foi enganada pelo ‘amigo da família’ devido a sua inocência.
“Ela não era de sair, sempre pedia pra ir e esperava nossa resposta. Ele deve ter oferecido alguma coisa, ter dito alguma coisa que ela acreditou e o seguiu de maneira inocente. Minha filha nunca levou um tapa, nunca viu a ruindade do ser humano. Não deixávamos ela nem assistir nada de violência, ela não sabia o que estava fazendo”, disse.
Mais uma vez, muito triste com toda a situação, Devid comentou sobre o baque que a família levou com a notícia. “Emanuelly foi um anjo na nossa vida. Estamos muito abalados, precisando ser forte, mas não está sendo fácil. Tem muitas pessoas julgando, mas não imaginávamos que algo assim iria acontecer, se soubéssemos com certeza mudaríamos o rumo da história”, contou.
Denúncias ao Conselho Tutelar
Para os familiares, as denúncias foram uma forma de perseguição contra os pais da menor. Eles foram alvos de três registros feitos por maus-tratos, mas todos foram resolvidos como ‘vulnerabilidade social’.
“Fizeram as denúncias e eu as levei no lugar, o conselho constatou que ela não era vítima de agressão ou violência psicológica. Quem estava fazendo a denúncia estava nos perseguindo, porque não tem provas, não tem áudio dela apanhando, não tem vídeo dela sendo mal tratada”, finalizou.







