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Polícia

Pai que matou filho afogado disfarçava pra ninguém desconfiar de maus-tratos

Mãe contou que Miguel não reclamava

10 março 2020 - 17h19Por Nathalia Pelzl e Dany Nascimento

A mãe de Miguel Henrique dos Reis Zenteno, de 2 anos, Thayele Cristina Bogado dos Reis foi ouvida na tarde desta terça-feira (10), na 2ª Vara do Tribunal do Júri, no Fórum de Campo Grande, sobre a primeira tentativa de Evaldo Christyan Dias Zenteno, 21 anos, contra a criança. 

Uma semana antes do assassinato, Evaldo teria jogado a criança de uma cama, em Aquidauana.

Em meio a lágrimas, Thayele reviveu com detalhes os últimos encontros e a perseguição que sofreu a partir do mês de setembro de 2019.

Ela contou que tinha voltado para Aquidauana e estava separada de Evaldo há dois meses. Como a criança não reclamava e Evaldo disfarçava, ela nunca desconfiou de maus-tratos. 

No entanto, o acusado, que não aceitava a separação, foi atrás e começou a persegui-la, insistindo para ter mais contato com o filho.

“Era obsessivo. Mandava flor, chocolate”, disse ao ser questionada. Além disso, ela se lembrou das vezes que Evaldo tentou agarrá-la a força.

Como estudava a noite, Thayele pontuou que acabou cedendo aos pedidos de Evaldo.

“Eu trabalhava e estudava, ele pediu pro Miguel dormir com ele, deixei. No dia ele me ligou,  falo que Miguel estava desmaiado no colo dele, fui correndo para o hospital. Ele falou que Miguel tinha caído da cama, depois falou que Miguel estava dormindo e caiu”, lembra, reforçando as contradições do acusado .

“Pra minha mãe, o Miguel falou que o pai jogou ele da cama. Eu achava que ele não tinha feito isso, achava que ele estava brincando e caiu. Uma semana depois ele matou meu filho”, desabafou aos prantos.

A mãe lembra que nunca desconfiou de nada, pois o mesmo demonstrava ser atencioso e o filho não reclamava dele.

“Na minha cabeça, hoje, vejo que disfarçava pra gente não desconfiar dele”, finalizou.