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Campo Grande

28/08/2025 09:46

Pai trabalhou ao lado de suspeito de sequestrar filha: 'não desconfiei de nada' (vídeo)

William teria sequestrado a criança e voltado à casa da família para fazer diária com o pai da vítima

O pai da pequena Emanuelly Victoria Souza Moura, de apenas 6 anos, que foi sequestrada, estuprada e estrangulada até a morte por um amigo da família identificado como William, o 'Gordinho', relatou nesta quinta-feira (28), que trabalhou durante toda a tarde desta quarta-feira (27) com o autor do crime.

O relato foi feito ao lado dos familiares, bastante abalados com a tragédia. Segundo o pai, Devid Bernardes, 26 anos, William era conhecido de trabalho. " Ele sempre aparecida por aqui, de vez em quando para conversar. Ele trabalhava com desmanche de carro. Conhecia ele há uns dois anos".

Deivid afirma que William apareceu em sua casa por volta das 8h pedindo uma ferramenta emprestada. Foi neste momento que teria se aproveitado para sequestrar Emanuelly sem que a família percebesse.

William ainda teria voltada na mesma manhã, saído com o pai da criança para trabalharem. Deivid acredita que durante a diária com William, a filha já havia sido morta por ele.

"Ele veio e pegou a menina cedo e saiu, por volta das 8h. Quando foi onze horas ele voltou e foi comigo fazer uma diária. Ele ficou a tarde inteira comigo com a minha filha lá na casa dele, já morta".

Ele ainda relata que não desconfiou de nada. A família só percebeu o sumiço da criança no fim da tarde. Até então, acreditavam que estava com a avó, que tinha o costume de levar a criança.

"Quando foi de noite, que ele viu que eu estava desesperado procurando por ela, umas 17h, ele foi embora para enterrar ela. Chegando lá, ele viu que não ia dar tempo e fugiu. Deixou o cavucate lá e o corpo dela embaixo da cama", conta o pai.

"Eu achei que ela estava com minha mãe, porque ela sempre sai com minha mãe. Eu liguei para minha mãe que disse que não estava com ela. Aí comecei a procurar, pedi câmeras para os vizinhos e aí que vimos ele saindo com ela de manhã cedo", complementa Deivid.

A família relata que em nenhum momento percebeu que a filha corria risco. "Nem o nome dele sabíamos direito. Não sabíamos que ele tinha passagem. Nunca percebi nada. Ele sempre ficou afastado das crianças e tinha uma filha na mesma idade da minha. Durante o trabalho não percebi nada, só vi ele suando frio, nervoso, mas não desconfiei de nada, até porque ele tem uma menina no tamanho da minha".

 
 

Sequestro e estupro

A menina foi vista nas câmeras de segurança de vizinhos andando com o suspeito pela Rua São Gabriel, bairro Taquarussu, em Campo Grande. Ao ver a filha ao lado do homem, a mãe chega a comentar: "olha meu bebê, é a Manu! Onde ele vai levar ela?", bastante abalada.

Posteriormente, a imagem acaba. Diante da suspeita e por conhecer o homem que acompanhava a menor, eles acionaram a Polícia Militar para acompanhar o caso. O Batalhão de Choque da Polícia Militar foi até a casa do suspeito, na Vila Carvalho, onde encontrou a menina morta.

O caso foi então registrado como homicídio e desaparecimento de pessoa.

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