Célio José do Carmo de 42 anos foi assassinado por volta das 00h10 de segunda-feira (27), quando estava em sua residência localizada na Rua Doutor Fauze Saueia, no Jardim Los Angeles, em Campo Grande. O autor, Claudio Conceição Salvador, de 22 anos foi preso um dia depois do crime.
A irmã da vítima fatal identificada como Cleuseli contou que Célio trabalhava no Terminal Rodoviário, e após as 14h iria para outro emprego de atendente do Bar e Borracharia do Roberto, localizado na Avenida Gury Marques. Ela revelou ainda, que ele era homossexual e tinha o hábito de levar os companheiros para a residência.
De acordo com a vizinha da vítima, moradora na região há 10 anos, a secretária Claúdia Martins, 39 anos disse que Célio era um homem de bom coração, que saía cedo para trabalhar e retornava para casa, tarde da noite. “Ele era uma pessoa de bom coração, ele ajudava muita gente, todo mundo ele queria ‘enfiar’ em sua casa. Eu sabia que era homossexual, mas não sabia que usava drogas”, contou a vizinha.
A Perícia Técnica só foi acionada para verificar o corpo de Célio, por volta das 20h40 de ontem (28). Enquanto isso, a polícia realizava rondas pelas redondezas para capturar o suspeito do crime, o borracheiro Claudio Conceição Salvador, acabou confessando tudo, inclusive, que a faca utilizada de cor branca com aproximadamente 20 centímetros, teria sido deixada atrás do cesto do lixo, no banheiro da residência.

O autor contou que chegou à residência da vítima por volta das 19h do dia 27, quando usou vários cigarros de maconha. Após Célio sair do bar, por volta das 23h50 de ontem, ele sentou-se no sofá com Cláudio e solicitou o entorpecente, como teria acabado, ambos iniciaram uma discussão. Em meio a confusão, a vítima fatal teria dado um tapa no rosto do autor, chamando-o de bicha e dizendo que o mesmo não era homem.
Cláudio disse à polícia que ficou tomado de raiva e se dirigiu para a cozinha com o pretexto de beber água, onde encontrou uma faca. Ao retornar para sala, Cláudio disse que Célio não seria homem para lhe dar o segundo tapa. Quando a vítima fatal tentou golpeá-lo acabou levando um golpe de “mata-leão”.
Em seguida, o autor imobilizou Célio e o levou até o quarto. Após esfaquear a vítima cerca de sete vezes na região da nuca e na parte lateral do pescoço, além de um corte na face, o autor virou seu corpo afim de garantir que ele teria morrido. Também colocou uma peça de roupa dentro da boca com a intenção de sufocá-lo.
Quando constatou que a vítima estava morta, o autor tomou banho, assistiu televisão e foi dormir, levantando-se, por volta das 8h da manhã de ontem (28). Ao ir até o Auto Posto Carretão, localizado na saída para Cuiabá, e conversar com um borracheiro, o proprietário do estabelecimento escutou a conversa e ligou para Roberto, que seria o patrão tanto do autor, Cláudio, como da vítima Célio. Roberto que estava desconfiado do desaparecimento do seu funcionário e a procura dele, acionou a polícia e foi até sua residência, onde encontrou o corpo, enquanto outra guarnição prendeu Cláudio.
Quando a Polícia Militar foi deter o autor do crime, em seu bolso foi encontrado um cheque de R$ 2 mil que o Roberto contou que seria dele, pelo pagamento de pneus, e estava com a vítima fatal. O crime ficou registrado na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac) do Piratininga.







