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domingo, 20 de setembro de 2020
Polícia

‘Pelo menos 12 servidores corriam risco de morte’, diz delegada

O PCC já tinha o relatório da rotina dos agentes

20 março 2019 - 09h32Por Anna Gomes

A delegada Ana Cláudia Medina, titular da Deco ( Delegacia Especializada de Combate ao Crime Organizado), diz que pelo menos 12 servidores já estavam correndo risco de morte. Conforme a autoridade, o PCC (Primeiro Comando da Capital) já tinha o relatório da rotina desses agentes.

A Operação denominada Impetus foi desencadeada na manhã de hoje (20) e pelo menos cinco ‘chefões’ do PCC já foram identificados, conforme a investigação da polícia.

 “Verificamos boletins de ocorrência de ameaças a servidores e passamos a acompanhar a movimentação. Com celulares apreendidos nas celas, confirmamos que a facção montou uma estrutura organizada e cada um passava a trabalhar com a investigação, parecida com a da polícia. Os criminosos levantavam informações das vítimas. A intenção era afrontar o Estado”, destacou Ana Cláudia.

(Polícia nesta manhã no presídio. Foto: André de Abreu)

Foram escoltados para a sede da delegacia os presos Augusto Macedo Ribeiro, vulgo Abraão, Laudemir Costa dos Santos; o vulgo Dentinho, Willyan Luiz de Figueiredo; o vulgo Daniel, todos custodiados no presídio. Também foram encaminhados Diego Duveza Lopes Nunes, o vulgo Pitbull, e Wantensir Sampatti Nazareth - o vulgo Inverno, que vieram remanejados da PED de Dourados.

Impetus

Os policiais do Batalhão de Choque também estão trabalhando na ação que começou por volta das 5h30 de hoje. De acordo com a polícia, a central do PCC foi montada de forma compartimentada e reservada dentro da facção criminosa, onde presos com funções de liderança criminosa recrutaram internos integrantes do PCC distribuídos entre os sistemas fechado, aberto e semiaberto, e ainda, alguns simpatizantes. Essas pessoas tinham a missão batizada de ‘Salve do Quadro’, para que levantassem de forma sigilosa os mais diversos dados pessoais e profissionais em torno de servidores de segurança pública, que seriam mortos. 

A investigação é desenvolvida pela equipe da Deco há quatro meses e conluiu que os membros da central utilizavam as redes sociais para fazer levantamentos sobre a vida dos servidores, como facebook, instagram, twitter, snapchat, bem como fontes oficiais através dos cadastros de dados publicados em páginas oficiais nos mais diversos órgãos públicos e diários oficiais.

Após colher os dados, as informações eram enviadas para integrantes que se estão evadidos ou em liberdade condicional, que davam continuidade nos levantamentos. Em seguida, os membros passavam a acompanhar e faziam fotos e vídeos da rotina dos servidores.

De acordo com a Operação, a ordem era começar a assassinar servidores nos próximos dias. A central articulada pelo PCC também foi descoberta em outros estados, mas já teria resultado na execução de três servidores de presídios federais. A central é composta por vinte presos do sistema penitenciário estadual.

Todos tinham função de liderança e serão interrogados e indiciados pelo crime de ameaça e organização criminosa em inquérito policial, que resultou na Operação Impetus, que tem por significado, Contra Ataque.

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