Até o momento, a Polícia Federal teria emitido apenas uma nota informando o que ocorreu, na noite de ontem (26), quando o delegado Eduardo Javorski Lima foi encontrado morto com um tiro no peito, em sua sala no terceiro andar do prédio da Superintendência Regional da Polícia Federal de Mato Grosso do Sul, na Vila Sobrinho, em Campo Grande. Mas até agora, detalhes sobre o fato não foram divulgados.
Em razão da área de abrangência, supostamente, quem tomaria conta do caso seria o delegado Geraldo Marim Barbosa, titular da 7ª Delegacia de Polícia Civil, todavia, ele informou que a investigação será de responsabilidade exclusiva da PF.
“Falei com o plantonista da Depac-Centro que atendeu a ocorrência, o apoio da Policia Civil foi apenas de contato com a Perícia Técnica e serviço funerário. A investigação será pela própria Policia Federal, inclusive, o delegado não fez nem BO (Boletim de Ocorrência)”, explicou Geraldo. Além disso, o delegado informou que esse procedimento foi tomado porque o crime ocorreu dentro da sede da Superintendência, se fosse do portão pra fora, provavelmetne, seria um caso da civil.
Por outro lado, a assessoria de imprensa da Polícia Federal foi procurada pela equipe do TopMídia News diversas vezes, durante a manhã de hoje (27), inclusive, via e-mail. Eles não estão se manifestando e as informações foram “blindadas”, já que uma servidora alega que depende do parecer do Superintendente para poder se pronunciar.
Enquanto isso, o único comunicado da PF foi: “É com profundo pesar que o Superintendente da Polícia Federal em Mato Grosso do Sul, Edgar Paulo Marcon informa que: Na noite do dia 26 de junho do ano de 2014, nas dependências da Superintendência da Polícia Federal em Campo Grande-MS, um dos delegados, aqui lotado, tirou a própria vida-Comunicação”.
Ao ser indagado sobre o fato de Eduardo ter realmente se suicidado ou sofrido alguma espécie de atentado, já que o disparo foi no peito, o delegado da 7ªDP informou que é possível a pessoa se matar dessa forma. “Já teve casos semelhantes, geralmente, quem se suicida atira na cabeça, mas já presenciei mortes iguais a essa”, destacou Geraldo Marim Barbosa.
Perfil
Há cerca de 15 anos atuando na PF, o delegado morto estava lotado em São Paulo e veio para Campo Grande há dois anos, ficando longe da esposa e filha de 2 anos de idade. As suspeitas são que ele sofria de depressão e fazia tratamento psicológico, além de ter um trabalho desgastante, por ser delegado regional de Investigação e Combate ao Crime Organizado da Superintendência da PF em MS.
De acordo com o coordenador Geral de Perícia Nelson Fermino Junior a única informação que pode divulgar é que o corpo será liberado agora de manhã. Mas não se sabe ainda, para onde o corpo será transladado, já que ele não tinha familiares em Mato Grosso Sul, nasceu no Rio de Janeiro e a esposa estava em São Paulo.







